Manaus, 23 de Julho de 2017
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Indústria ensaia recuperação da atividade

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
15 Mar 2017, 14h13

A produção industrial do Amazonas avançou 7,5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2016, aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com os números do instituto divulgados nesta terça (14), esse foi o terceiro resultado seguido com taxa positiva. Com o indicador, o Estado apresentou o 6º melhor avanço do país com taxa acima da média nacional (1,4%). Na passagem de dezembro do ano passado para janeiro de 2017, a produção cresceu 0,5%, após registrar retração de 2,1% no mês anterior. O Amazonas é um dos nove Estados brasileiros que tiveram alta no bimestre. Já no acumulado dos últimos doze meses, o setor industrial amazonense amargou recuo de 7,8%.

O vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, pediu cautela ao analisar um curto período de estabilização, uma vez que não se pode falar em uma retomada econômica. "Esse resultado é comparativo com um período que já era ruim, ou seja, podemos apenas dizer que parou de piorar e deve começar a recuperar", observou Azevedo. "Mas acredito que qualquer pequeno resultado positivo deve ser comemorado e torcermos para o cenário melhorar",acrescentou.

Segundo o IBGE, o setor industrial apontou avanço de 7,5% no primeiro mês do ano, o terceiro resultado consecutivo com taxa positiva neste tipo de confronto e reverteu a queda no último trimestre do ano passado de -1,1%. Na comparação com o mês anterior, o setor cresceu 0,5%, após avançar em novembro (4,2%) e recuar em dezembro de 2016 (-2,1%). Já a nacional assinalou queda de -0,1. Com isso, o índice de média móvel trimestral teve crescimento de 0,8% no trimestre encerrado em janeiro de 2017 frente ao patamar do mês anterior, mantendo a trajetória ascendente desde outubro de 2016.
Já a taxa acumulada nos últimos doze meses, recuou 7,8 % em janeiro, estabilizando o ritmo ascendente iniciado em junho do ano passado (-18,2%) e apontou a taxa negativa menos elevada desde janeiro de 2015 (-5,5%). Apesar do resultado negativo, a indústria do Amazonas ficou na terceira posição do Brasil referente a ganho de ritmo entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017. A média da indústria nacional foi de - 5,4%. Segundo o representante da Fieam, os indicadores negativos da produção industrial ainda são reflexos do cenário de recessão econômica nacional que acontece desde 2014 com ápice em 2016.

"O portfólio do PIM (Polo Industrial de Manaus) é constituído de bens de consumo duráveis e foi criado para abastecer o mercado interno brasileiro, se ele não está bem sentimos o maior impacto. Por isso somos o primeiro a entrar na crise e o último a sair", analisou Azevedo. Mas as medidas anunciadas pela equipe econômica do governo federal trouxeram de volta a credibilidade, que segundo o empresário, significa retorno de investimentos nacionais e estrangeiros no polo. "É importante salientar que todos os elementos da crise ainda estão presentes. Por isso, apenas no segundo semestre do ano devemos começar a ter uma recuperação", sentenciou o empresário.

Por setor de atividades
De acordo com o IBGE, sete das dez atividades pesquisadas no Estado tiveram aumento na produção. O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (39,7%) exerceu a contribuição positiva mais relevante sobre o total da indústria, impulsionado, em grande parte, pela maior produção de televisores. Vale mencionar ainda os avanços vindos dos setores de máquinas e equipamentos (100,1%), de produtos de borracha e de material plástico (29,7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (52,7%) e de impressão e reprodução de gravações (88,8%).

Já os principais impactos negativos vieram dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e bicombustíveis (-12,6%), puxados pelos itens óleo diesel e naftas para petroquímica. Os demais recuos vieram dos setores de bebidas (-6,1%) e de indústria extrativista (-7,2%), pressionados pela queda na produção de preparações em xarope para fins industriais e de óleos brutos de petróleo.

Produção industrial cai em 5 dos 14 locais pesquisados
A produção industrial caiu em cinco dos 14 locais pesquisados na passagem de dezembro de 2016 para janeiro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgada na manhã desta terça-feira (14), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Houve alta de 1% em São Paulo, o principal parque industrial do país.

A queda foi puxada por Bahia (-4,3%), Ceará (-3,4%) e Rio Grande do Sul (-3,1%), locais que registraram taxas positivas no mês anterior: 1,6%, 11,6% e 6,2%, respectivamente. Também registraram queda região Nordeste (-1,8%) e Paraná (-0,8%).

Registraram alta na produção, além de São Paulo, Espírito Santo (4,1%), Pará (2,4%), Goiás (2,4%) e Pernambuco (2,1%). Também avançaram Minas Gerais (0,7%), Santa Catarina (0,6%), Amazonas (0,5%) e Rio de Janeiro (0,3%).

A média da indústria em janeiro ante dezembro foi de uma queda de 0,1%.
O IBGE informou também que a produção industrial avançou em 12 dos 15 locais pesquisados em janeiro ante o mesmo mês de 2016. Houve alta de 1,2% em São Paulo, o principal parque industrial do país.
Pernambuco (14,1%), Espírito Santo (13,4%) e Mato Grosso (13,3%) assinalaram os avanços mais intensos, segundo o IBGE.

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