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Espaço aberto para investimentos

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
03 Abr 2017, 13h55

Com seis empresas instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus), o subsetor de produtos alimentícios apresenta potencial para o fortalecimento da cadeia produtiva, mas ainda enfrenta entraves para o desenvolvimento. Na avaliação de consultores e empresários, a disponibilização da matéria-prima regional deve ser somada às estratégias de marketing para que outros Estados e países conheçam, invistam nos produtos regionais e tenham interesse em fazer parte do parque fabril atraídos pelos incentivos fiscais. Conforme os indicadores de desempenho da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), o subsetor de alimentos encerrou 2016 com o faturamento de R$ 243 milhões, com crescimento de 1,79% em relação ao ano anterior quando o segmento registrou R$ 238,8 milhões.
De acordo com o economista e consultor da empresa Profinco Projetos Financeiros e Econômicos Ltda, Hélio Pereira, o Amazonas tem forte potencial para o desenvolvimento do setor alimentício, que envolve o setor primário na produção de hortifrutigranjeiros, laticínios e avicultura. Porém, ele analisa que há deficiência, por parte do governo do Estado, na divulgação aos outros Estados e aos demais países quanto aos recursos regionais existentes no Amazonas. Ele afirma que a partir do fomento à produção rural com base nos benefícios fiscais é possível dar maior visibilidade ao DAS (Distrito Agropecuário da Suframa).

"Somos um Estado rico em matéria-prima regional com frutas e plantas que chamam a atenção dos investidores estrangeiros. Nossos produtos são trabalhados por meio de pesquisas que dão origem a cosméticos, por exemplo. Na Itália é possível encontrar diversos produtos locais sendo comercializados. Então, a cadeia alimentícia pode ser melhor desenvolvida, basta haver investimentos e esforços para divulgação de nossos atrativos fiscais. Vemos muitas pesquisas sendo desenvolvidas, mas poucas chegam ao comércio", disse.

Conforme o perfil das empresas incentivadas do PIM, o subsetor de produtos alimentícios é composto pelas seguintes empresas: Ammac Indústria e Comércio de Alimentos Ltda, Glacial Indústria e Comércio de Sorvetes Ltda, Indústria de Laticínios da Fazenda Ltda, Mikitos Indústria e Comércio de Gêneros Alimentícios do Amazonas Ltda, Ocrim S.A. Produtos Alimentícios e P.R.F. Lopes Agroindústria e Comércio.

A assessoria de comunicação da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) informou que a demanda por incentivos fiscais da ZFM por empresas do setor alimentício tem se voltado ao DAS, especialmente nas áreas de psicultura, fruticultura, citricultura e avicultura de postura. A autarquia ainda informou que os investidores podem solicitar apenas incentivos fiscais estaduais.

Segundo o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, o crescimento de 1,79% no faturamento do setor de produtos alimentícios mostra que o segmento tem conseguido se manter em meio a um cenário de retração econômica nacional. Ele relata que boa parte da produção das empresas de alimentos atende à demanda das fabricantes do distrito industrial. Frutas, polpas, verduras, legumes, ovos, peixes e papel higiênico são alguns dos produtos regionais absorvidos pela indústria local.

"As empresas do PIM estão investindo cada vez mais no mercado local comprando alimentos dos fabricantes instalados em Manaus. A compra local evita problemas logísticos e reduz os custos. Consequentemente, há aumento na demanda por parte dos fabricantes dos alimentos. Outro benefício da compra local é que dispensa a necessidade de manter estoque de produtos porque as empresas compram conforme a demanda", disse.

Para o assessor da diretoria da Ammac Indústria e Comércio de Alimentos Ltda, Jaime Ferreira, as vantagens da atuação no PIM estão na concessão de incentivos fiscais e na possibilidade de atendimento às fabricantes do distrito industrial. Ele cita que o recebimento de insumos por meio de fornecedores locais também possibilita o desenvolvimento dos produtos da Ammac e consequentemente, de toda a cadeia produtiva regional. A Ammac produz salgadinhos de milho e pipocas.

"A empresa está em desenvolvimento em fase orçamentos para implementações na fábrica. A ideia é modernizar e tornar a empresa mais produtiva com menor custo. Também estamos desenvolvendo novos produtos com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano", adiantou.
A fábrica, que é amazonense, conta com 85 colaboradores. A empresa opera por meio de três de linhas de produção com fabricação de salgado extrusado de milho, pipocas doce e salgada.

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