Manaus, 27 de Maio de 2017
Siga o JCAM:

Oficina valoriza práticas tradicionais

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
19 Abr 2017, 17h00

Valorizar as práticas tradicionais e populares das parteiras, através da pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher do Amazonas é a proposta da oficina de troca de saberes com parteiras, gestores e profissionais de saúde do Estado.

A oficina iniciada na última terça-feira (18) vai até quinta-feira (20) e faz parte do projeto "Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas".

As atividades de hoje acontecem no auditório da Semed (Secretaria Municipal de Educação), das 8h às 17h.
Amanhã (20) o horário é das 8h às 12h e são desenvolvidas pelo ILMD/ Fiocruz Amazônia (Instituto Leônidas e Maria Deane), através do LAHPSA (Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia), em parceria com a Susam (Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas) e financiamento do Ministério da Saúde.

Nesses três dias, parteiras, gestores e profissionais da saúde do Amazonas participam de rodas de conversas para explorar os aspectos de atuação, localização e forma de cuidado com gestantes e recém-nascidos. O projeto tem como área de abrangência 20 regiões de saúde do Amazonas e sua conclusão está prevista para 2018.

Troca de Experiências
Segundo o coordenador do projeto, Júlio Cesar Schweickardt, as técnicas utilizadas na oficina são entrevistas, grupo focal e usuário-guia. Para o mapeamento, a metodologia utilizada será a da cartografia social, que produzirá os mapas juntamente com as parteiras a partir da noção de territorialidade, ou seja, dos usos e significados dos territórios.

"Conhecer e reconhecer o trabalho das parteiras tradicionais significa mudar as nossas concepções sobre as ações dessas mulheres no campo da saúde, garantindo o seu lugar como um agente de saúde nos territórios", destacou o coordenador. Para ele, além de ser uma prática milenar de assistência ao parto, essas personagens atuam como lideranças e referência nos seus locais e contextos comunitários.
"Desse modo, estamos operando não somente com conceitos, mas também com formas de realizar a saúde nos diferentes territórios e grupos sociais da Amazônia", concluiu.

Conclusão
Após a conclusão das 20 oficinas, a próxima etapa do projeto será a promoção de ações de educação permanente e popular em saúde, nos processos de qualificação e de produção do conhecimento com as parteiras tradicionais, que se dará por meio da formação de apoiadores/facilitadores dos cursos, preparação de material pedagógico e produção de material de divulgação.

Comentários (0)

Deixe seu Comentário