Manaus, 23 de Julho de 2017
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Singela retomada na atividade

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
10 Mai 2017, 16h16

A produção industrial do mês de março, no Amazonas, apresentou crescimento de 5,7% em relação ao mês anterior, segundo a Pesquisa Industrial Mensal/Regional divulgada, ontem, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na avaliação dos empresários, o saldo positivo é resultado de uma leve retomada no consumo, que consequentemente impulsiona, ainda que de forma tímida, a produção do PIM (Polo Industrial de Manaus). Segmentos como o de eletroeletrônicos e relojoeiro estão entre os subsetores que apresentaram melhores índices.

Conforme a pesquisa, o setor industrial também apresentou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre deste ano, em relação a igual período de 2016, quando o resultado foi de queda de 1,1%.

Segundo o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, o crescimento na produção industrial amazonense registrado em março deste ano mostra que a economia local começa a reagir positivamente às mudanças iniciais implementadas pelo governo federal nos últimos meses. Consequentemente, o consumidor demonstrou mais confiança na hora de investir e fazer novos gastos.

"Podemos afirmar que os números apontam para uma leve retomada na atividade industrial em função do aquecimento do mercado, mas não se trata de uma recuperação. A economia cresce quando a moeda circula. Notamos que subsetores como o de eletroeletrônicos e o relojoeiro apresentam crescimento. Enquanto outros mantêm queda produtiva como o polo de duas rodas", explicou o empresário.

Na comparação com o mês de março do ano anterior, o setor industrial mostrou retração de 7,3% em março de 2017, após apontar quatro taxas positivas consecutivas no índice produtivo. No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial apresentou recuo de 5,2%, em março de 2017, mantendo a redução na intensidade de queda de 18,2% iniciada em junho de 2016.

De acordo com o IBGE, apenas quatro dentre as dez atividades pesquisadas apresentaram queda na produção. O setor de bebidas impulsionou os índices negativos com redução de 38,7%. O IBGE ainda destacou que a retração é decorrente da menor produção de preparações em xarope para a industrialização de bebidas.

Silva comenta que nos primeiros meses do ano houve queda na demanda por refrigerantes, isso, segundo ele, porque o amazonense reduziu o consumo e também porque os países importadores diminuíram o volume de importação do xarope.

"Quando a venda do refrigerante cai, a venda e a produção do concentrado também retrai. Os países importadores também estão diminuindo o volume de compras do xarope", disse.

Também houve queda produtiva nos seguintes setores: produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,9%) e de indústrias extrativas (-14,0%), e de óleos brutos de petróleo e gás natural, respectivamente.

Os setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos tiveram crescimento de 27,8%, resultado impulsionado pela maior fabricação de televisores.

Antonio Silva destaca que segmentos como o de eletroeletrônicos e o relojoeiro têm conseguido manter índices positivos no faturamento. Ele explica que o lançamento de novos produtos e o uso de novas tecnologias contribuem para a atração do consumidor. "No setor de eletroeletrônicos temos destaque produtivo para os aparelhos de televisão. As fabricantes apresentam novos modelos constantemente e isso atrai a atenção do consumidor que quando tem dinheiro, investe", cita. Conforme o empresário, o atual cenário político de instabilidade no governo do Estado pode acarretar mudanças no comportamento do consumidor. "Já estamos vivendo um caos a nível nacional e agora, vivenciamos a troca de um governo em um período instável. Todo esse cenário poderá mexer com a confiança do consumidor que teme perder seu emprego", analisou.

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