Manaus, 16 de Novembro de 2018
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Autoridade familiar

Por: Joubert Balbino
06 Set 2018, 19h43

É comum ouvir que os pais precisam exercer sua autoridade. O difícil talvez seja compreender o sentido de "autoridade" nesse contexto. De um lado, o medo de tornar a relação conflitante faz muitos adultos abrirem mão do "não", da "disciplina" e, por assim entenderem, da própria autoridade. De outro, processos educativos mal construídos levam ao estresse, à raiva, ao sentimento de perda da autoridade que leva a gritos, ofensas, ameaças de surras ou castigos que, muitas vezes, não são cumpridos. Transforma-se a casa numa verdadeira "torre de Babel": os que lá estão não se entendem, não se escutam, não dialogam.

Ter autoridade com os filhos decorre da seriedade que os pais têm consigo e entre si mesmos. Quando os pais sustentam a autoridade, estão transmitindo aos filhos o valor da responsabilidade e do compromisso, e é isso que permitirá que, um dia, seus filhos possam exercer o lugar de pais. Isso quer dizer que a autoridade está estreitamente ligada à transmissão de uma geração a outra e, por isso, é o canal por onde se transmitem os valores do passado para o futuro. A autoridade apazigua as crianças porque transmite firmeza e segurança. Permite um questionamento que induz à reflexão, ou seja, induz a criança a pensar sobre a ordem das coisas

O diálogo deve ser a palavra de ordem na mediação dos inevitáveis conflitos ou diferenças de opinião que surgirem. Pais educam pelo exemplo. Assim, o diálogo começa pela forma de relação entre o casal. O respeito mútuo assumido de forma honesta e franca diante dos filhos é a forma primordial de estabelecer para as crianças e adolescentes que é deste modo que se superam as divergências;

O diálogo assume tons variáveis de acordo com a maior ou menor ênfase que se pretende dar aos assuntos em discussão. Deve prevalecer a clareza das informações, o direito de os filhos se manifestarem, de apresentarem o seu lado, de se defenderem;

Pais que tem autoridade transmitem segurança para o filho. É importante que a criança saiba que há alguém que ensina o que se pode fazer e o que é proibido; A autoridade apoia-se no poder da palavra, ou seja, que a palavra tenha valor de ato e de promessa. A criança confia na autoridade de seus pais quando verifica que eles cumprem o que dizem e fazem o que prometem. As crianças buscam confirmar isso de forma recorrente;

A palavra não precisa ser dita a cada vez. Para um pai que tem autoridade, só com seu olhar a criança já entende que está fazendo algo que não devia. Veja o que buscar não fazer, sob pena de se tornar um pai autoritário e não com autoridade: O pai não deve desautorizar a mãe na frente da criança, ou vice-versa. A autoridade passará a ser questionada pelas crianças, pois parecerá relativa. essa relatividade não dá confiança suficiente para a criança;

Atitudes autoritárias e violentas desencadeiam situações ainda piores, de confrontação e de transgressão ainda maiores. Proibir, punir ou limitar ações dos filhos, por exemplo, só tem sentido se a situação como um todo for explicada de forma clara a eles para que entendam os motivos destas sanções impostas.
O diálogo aproxima as pessoas, pais e filhos, resolvem os problemas difíceis e esclarece as questões complicadas.

É uma ferramenta poderosa para solucionar mal entendidos e transformar campos de guerra em ambientes de paz.

Um bom diálogo exige saber escutar.

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