Manaus, 16 de Novembro de 2018
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Amazonas lidera recuperação da indústria

Por: Fred Novaes
12 Set 2018, 15h13

Crédito:Walter Mendes/Acervo JC
O Amazonas foi o Estado com maior alta na atividade industrial no acumulado do ano, com crescimento de 14,1% em sete meses, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado ontem. No acumulado de 12 meses, a alta da produção industrial amazonense alcançou 11,3%. O Estado liderou o crescimento nos dois períodos entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE.

Entre os meses de junho e julho, o crescimento foi de 2,5%. O Amazonas foi um entre sete Estados com crescimento entre os meses. De acordo com o IBGE, tiveram crescimento as produções do Espírito Santo (5,8%), Rio Grande do Sul (4,6%), Pará (2,7%), Santa Catarina (1,9%) e Bahia (1%), além do Amazonas. A Região Nordeste que é avaliada em conjunto teve uma alta de 0,5%.

O presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon/AM), Francisco de Assis Mourão Júnior, explica que a indústria no modelo Zona Franca de Manaus espelha os altos e baixo da economia nacional. "A iniciativa do governo federal com a liberação das contas inativas do FGTS e do PIS gerou um pequeno resultado que reflete nesse crescimento verificado no período avaliado pelo IBGE", explicou.

Os indicadores que apontam a inflação de certa forma controlada e o humor dos juros com viés de baixo contribuíram para o ânimo da indústria amazonense, mesmo quando se percebe que a comparação é com um período de crise motivada pela recessão na economia brasileira. "Infelizmente a indústria local ainda vive nos altos e baixos da economia brasileira. É como o voo de galinha, quando parece que vai decolar, afunda"criticou Mourão Júnior.

Neste aspecto, os próximos meses podem sinalizar o voo de galinha da indústria amazonense quando foram refletidos os resultados na produção com a alta especulativa do dólar na economia nacional que afeta frontalmente a atividade no Polo Industrial de Manaus. Dependente de insumos importados, a produção local deve enfrentar dias difíceis no segundo semestre por conta da conjuntura nacional. "Dificilmente a produção deverá fechar positiva neste cenário", antecipou o economista.

Para navegar em mares menos turbulentos, a indústria amazonense precisa buscar novas águas para sair da dependência das nuvens carregadas da economia nacional. A busca por novos mercados, ampliando as exportações a partir, é o caminho segundo o presidente do Corecon/AM para minimizar os impactos negativos da política econômica brasileira nas contas das indústrias da ZFM. "É preciso uma política consistente e de longo para viabilizar um novo caminho para as vendas no modelo", acrescentou.

A produção industrial brasileira recuou em oito dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de junho para julho deste ano. As maiores quedas foram observadas em Goiás (2,1%), Paraná (1,3%), São Paulo (1,1%) e Minas Gerais (1%).

Também tiveram quedas acima da média nacional (0,2%), os estados do Mato Grosso (0,9%) e do Rio de Janeiro (0,3%). Outros recuos foram observados no Ceará e em Pernambuco, ambos de 0,2%.

Na comparação com julho de 2017, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais, com destaque para o Rio Grande do Sul (13,9%) e Pará (13,7%). Nos outros três locais, a maior queda foi registrada em Goiás (4,9%).

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