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Black Friday não anima consumo

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04 Out 2018, 18h15

Crédito:Divulgação
A situação econômica e a desconfiança com as promoções está tirando o ânimo do consumidor para compras de Black Friday. Uma pesquisa, da empresa de tecnologia No Zebra Network (NZN), mostra que quase 60% das pessoas têm intenção de compra média ou baixa para a liquidação, apesar das expectativas de alta nas vendas online da data.

O número de pessoas com intenção alta de compra também caiu, passando de 34% para 32%, ante 2017. Além disso, para os 27% que afirmaram ter baixa expectativa, as compras só irão acontecer caso a oportunidade seja ótima. A principal justificativa do público em 2018 para não participar da ocasião, segundo o estudo, é a falta de preços realmente atrativos (47%), seguido pela falta de dinheiro no período do evento (39%) e ausência de interesse em compras durante promoções (12%). Ainda assim a questão da veracidade das ofertas, sempre discutida em relação à data, tem influenciado nas decisões dos consumidores.

Embora as fraudes cometidas por algumas empresas tenham impacto negativo nas vendas, um levantamento do Ebit apontou que o número de pessoas que desconfiam dos descontos diminuiu de 38% em 2017 para 35% em 2018. Para o chefe de inteligência e operações da Nielsen, Keine Monteiro, o número de céticos com relação a credibilidade da data vem caindo ano a ano, assim como o número de consumidores que pretende comprar vem subindo. "Isso mostra que a Black Friday vem se consolidando no Brasil e já é a data mais importante para o e-commerce brasileiro", aponta o executivo.

Por isso, a maioria dos consumidores utilizam ferramentas de busca para encontrarem as melhores oportunidades de compra. Plataformas como Buscapé e Zoom são as escolhas de 58% dos respondentes quando questionados sobre o recurso que mais utilizam para procurar preços de produtos durante a data. Já 49% dos respondentes realizam as pesquisas no Google (49%); em seguida, aparecem indicações dos sites de conteúdo (38%) e, por fim, redes sociais (16%) e amigos (15%).

Para o especialista em marketing digital e líder da equipe de consultoria da agência de publicidade Performa Web, Denis Casita, uma comunicação transparente é a melhor forma das empresas reestabelecerem a confiança dos consumidores. "As empresas têm feito a cada ano uma comunicação melhor e o reflexo disso é o crescimento do faturamento do evento ano após ano", aponta em entrevista ao DCI.

Segundo o estudo do Ebit o comércio eletrônico deve faturar R$2,43 bilhões durante a Black Friday neste ano, alta de 15% na comparação com o ano passado. O número de pedidos pode registrar uma expansão de 6,4%, indo de 3,76 milhões para 4 milhões, e o tíquete médio chegará a R$607,5, alta de 8%.

Faixa Salarial
Na pesquisa realizada pela NZN mostra que os consumidores com o maior interesse de compra na data têm de 18 a 34 anos e renda de até 4 salários mínimos. Segundo Casita, quando o principal atrativo é o preço, é natural que pessoas com rendas mais baixas tenham maior predisposição a compra. "Muitas vezes é a chance que estavam aguardando para realizar uma compra", explica o executivo.

Segundo o levantamento, para aqueles que já realizaram compras em anos anteriores, o principal fator para efetuar uma nova aquisição durante a promoção, assim como aconteceu em 2017, é o preço, com 72% das respostas, seguido de confiança na loja (11%), produto (6%), condição de pagamento (6%), frete (4%) e tempo de entrega (1%).

Natal
A proximidade da data com o Natal, segundo Casita, pode resultar em uma antecipação inevitável das compras, no entanto, o estudo da Ebit apontou que as aquisições da Black Friday continuam sendo, majoritariamente, usadas para uso próprio (69%). "Considerando que no pré-natal existe uma maior disponibilidade de dinheiro, este injetado pelo pagamento do 13º, os dois períodos continuam sendo extremamente relevantes para o varejo", avalia Casita.

Os mais aguardados Ainda segundo o levantamento da Ebit, os smartphones comandam o topo da intenção de compra do público, assim como ano passado, com 58% das respostas. Logo em seguida, aparecem os acessórios de informática (46%) e hardware (43%). Completando o ranking, logo abaixo estão os consoles e jogos de videogame, com 40% das menções, seguidos de dispositivos móveis.

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