Manaus, 14 de Novembro de 2018
Siga o JCAM:

História dos governos do Amazonas

Por: Evaldo Ferreira
08 Out 2018, 16h21

Efetivamente, 71 homens já governaram o Amazonas desde o dia 1º de janeiro de 1852, quando a Comarca do Alto Amazonas oficialmente virou província, depois Estado, em 1889, até os dias de hoje.

Estátua desconhecida, colocada em posição destacada na praça da Saudade, homenageia o primeiro desses homens, João Batista Figueiredo Tenreiro Aranha. Nascido em Belém, o deputado geral Tenreiro Aranha foi justamente o político mais interessado em tornar o Amazonas independente politicamente do Pará. E conseguiu, sendo nomeado seu primeiro presidente. Sem dinheiro para administrar a nova província, menos de seis meses após assumir o cargo, Aranha pegou uma canoa e seguiu para Belém, de onde embarcou num navio e rumou para a corte, no Rio de Janeiro, em busca de apoio do imperador Pedro II. Sem conseguir praticamente nada, voltou doente a Belém. No dia 31 de dezembro de 1852, ainda na capital paraense, foi exonerado do cargo de presidente.

Antes da Independência do Brasil as províncias eram administradas por juntas governativas. Em 1823, Dom Pedro I extinguiu estas juntas e passou a nomear pessoas de sua confiança para governar as províncias: os presidentes.

Seguiram-se a Tenreiro Aranha, de 1852 até a proclamação da república, 37 anos depois, 30 nomes. Quase um por ano, a maioria governando pouco mais de um ano e até por meses, vindos das mais diversas províncias onde já haviam sido presidentes. Alguns conseguiram deixar seus nomes perpetuados em ruas da cidade: Ferreira Pena, Antônio 'Epaminondas' de Melo, Wilkens de Matos, Domingos Monteiro Peixoto (Barão de São Domingos), Sátiro Dias, José Paranaguá, Joaquim de Oliveira Machado (deu nome ao bairro Colônia Oliveira Machado) e um que, além de nome de rua, realizou um feito histórico para a cidade, o estado e o país: Teodureto Carlos de Farias Souto. Teodureto libertou os escravos de Manaus, em 24 de maio; e do Amazonas, em 10 de julho de 1884, quatro anos antes da Lei Áurea.

Um nome que marcou

Com a imposição do regime republicano a partir de 15 de novembro de 1889, a denominação de presidente foi substituída pela de governador e presidente passou a ser o mandatário maior da nação. O último presidente do Amazonas foi Manuel Francisco Machado, o Barão de Solimões, 'convidado' a sair do cargo no dia 21 de novembro de 1889 e substituído por uma junta governativa formada pelos militares Antônio Florêncio Pereira do Lago, coronel do Exército; Manuel Lopes da Cruz, capitão de fragata; e o civil Domingos Teófilo de Carvalho Leal.

Durante o tempo em que foi presidente da república (1889 a 1892), o marechal Deodoro da Fonseca nomeou, além da junta governativa, os seis governadores seguintes, sendo quatro militares. Um deles conseguiu deixar seu nome marcado na história do estado, o maranhense Eduardo Gonçalves Ribeiro, principalmente pelas grandes obras que mandou construir em Manaus, incluindo o símbolo da cidade, o Teatro Amazonas. Efetivamente, Eduardo Ribeiro governou de fevereiro de 1892 a julho de 1896 e tentou governar o Amazonas uma segunda vez mas, conta a história que, inimigos políticos o teriam mandado assassinar em 14 de outubro de 1900.

Do início do século 20 até 1930, quando Getúlio Vargas tomou o poder, os políticos no Amazonas se degladiaram para também tentar conseguir o poder, com tentativas de golpes pela força das armas, sendo os mais célebres o de 1910 e o de 1924.

Foram e voltaram

Durante a Era Vargas, que durou de 1930 a 1945, o nome que mais se destacou como governador, ou interventor, do Amazonas foi o do humaitaense Álvaro Botelho Maia. Homem de confiança de Vargas, Álvaro Maia assumiu o governo uma semana após o gaúcho se tornar presidente. Governou o estado de 1930 a 1933, voltando em 1935 e só saindo dez anos depois, em novembro de 1945. Não mais como interventor, mas agora eleito pela população, Maia retornaria como governador em 1951, ficando até o fim de seu mandato, em 1955.

Nessa década de 1950 surgiu outro nome que marcaria entre os governadores do Amazonas: Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo. Mestrinho foi governador de 1959 a 1963, estando na lista dos 100 primeiros nomes na lista dos políticos cassados pelo regime militar imposto em 1964. Ao fim desse período, Mestrinho seria eleito novamente governador para o mandato de 1983 a 87, e voltando uma terceira vez, de 1991 a 95.

Após o regime militar (1964/1985), quando as eleições passaram novamente a ser feitas pela população, somente um nome conseguiu ultrapassar em número de eleições o de Mestrinho: Armando Amazonino Mendes. Nascido em Eirunepé, Amazonino já foi governador de 1987 a 1990, 1995 a 2003, e é o atual governador desde outubro do ano passado. Nas eleições de domingo, Amazonino quer ser o recordista, eleito pela quinta vez pela população.

Comentários (2)

  • peter delta21/10/2018

    Espero que o WILSON LIMA ganhe essas eleições no AMAZONAS. Chega do velho chega do sr. Amazonino, não tem projetos novos sempre a mesma coisa, sempre o feijão com arroz, seus projetos são ultrapassados, não tem renovação nenhuma. Sua última gestão como prefeito da capital, deixou a cidade de Manaus de cabeça pra baixo, LIXOS POR TODAS AS PARTES, RUAS ESBURACADAS, SUJEIRAS EM TODAS AS CALÇADAS SEM CONTAR COM A GRANDE PRESENÇA DE CAMELOS ESPALHADOS POR TODA A CIDADE NOS PONTOS ONDE TURISTAS NÃO PODIAM PASSAR, ENFIM FOI UM DESASTRE SUA ADMINISTRAÇÃO. NUNCA RENOVA SEMPRE A MESMA COISA. TORÇO PARA QUE ESSE NOVO POLITICO GANHEM. E VIVA O AMAZONAS COM O NOVO NOME E O NOVO ADMINISTRADOR DO ESTADO. CHEGA DA VELHA POLITICA VAMOS RENOVAR, A FILA ANDA.

  • peter delta21/10/2018

    Espero que o WILSON LIMA ganhe essas eleições no AMAZONAS. Chega do velho chega do sr. Amazonino, não tem projetos novos sempre a mesma coisa, sempre o feijão com arroz, seus projetos são ultrapassados, não tem renovação nenhuma. Sua última gestão como prefeito da capital, deixou a cidade de Manaus de cabeça pra baixo, LIXOS POR TODAS AS PARTES, RUAS ESBURACADAS, SUJEIRAS EM TODAS AS CALÇADAS SEM CONTAR COM A GRANDE PRESENÇA DE CAMELOS ESPALHADOS POR TODA A CIDADE NOS PONTOS ONDE TURISTAS NÃO PODIAM PASSAR, ENFIM FOI UM DESASTRE SUA ADMINISTRAÇÃO. NUNCA RENOVA SEMPRE A MESMA COISA. TORÇO PARA QUE ESSE NOVO POLITICO GANHEM. E VIVA O AMAZONAS COM O NOVO NOME E O NOVO ADMINISTRADOR DO ESTADO. CHEGA DA VELHA POLITICA VAMOS RENOVAR, A FILA ANDA.

Deixe seu Comentário