Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Manauaras na lista de inadimplentes

Por: Andréia Leite
17 Out 2018, 19h35

Crédito:Divulgação
Manaus ocupa a terceira posição entre as taxas de inadimplência na região Norte, com 38% de índice. As informações são do Banco Central do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em relação ao endividamento Manaus aparece com 62%. Ao avaliar o valor médio mensal das dívidas por família, Manaus aparece com R$ 1.349.

Já o nível de comprometimento da renda com as dívidas, a capital apresentou 13% abaixo do patamar de 30% considerado adequado.

Segundo o levantamento a forte queda da inflação entre 2016 e 2017; a recomposição na taxa de ocupação após um período de elevação abrupta do desemprego; o aumento na massa de rendimentos dos aposentados e, conseqüentemente, a elevação da renda das famílias brasileiras permitiram alavancar o nível de confiança das famílias, resultando em uma maior demanda por crédito.

O assessor econômico da Fecomércio- AM, , José Fernando, avalia o quadro alto de endividamento a queda de juros e a melhor oferta de crédito aos consumidores. "Os consumidores compraram mais, aí veio a crise e com ela o desemprego. Isso reflete ao elevado número, principalmente no Amazonas". O importante, segundo o economista, é essas dívidas serem quitadas.

Ele ressaltou que o endividamento de alguma forma se cumpre. Mas a inadimplência não. Porque o consumidor fica negativado, não tem acesso ao crédito.

Apesar desses números, para o assessor econômico, a economia começa a apresentar uma recuperação. O comércio começa a ter uma variação positiva de mês a mês. "O setor de comércio e serviços tiveram crescimento. Vamos ter uma bom resultado. É um momento de perspectiva de melhoria", disse.

Ele lembra que a recuperação do comércio e mais lenta que a indústria. Porque o comércio depende oferta de crédito, redução de taxas de juros, variação do dólar, e ela se torna mais lenta. "Quando surge a recuperação de nível de emprego, quando já está num processo de recuperação e crescimento", avaliou.

Levantamento

A capital de Roraima, Boa Vista, encerrou 2017 com a segunda maior proporção de famílias endividadas entre todas as capitais do País: um total de 83%, segundo a oitava edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em dezembro de 2016, Boa Vista/RR ocupava a terceira posição no ranking nacional, com os mesmos 83%. No mesmo período de 2015, essa taxa era de 84%.

O estudo avalia os principais aspectos, dimensões e efeitos da política de crédito no Brasil sobre as famílias entre 2015 e 2017, período transitório, com encerramento da crise econômica (2014/2016) e início de um processo de recuperação em meio às incertezas políticas e econômicas.

Macapá/AP ocupa a segunda posição no ranking regional com 76% das famílias endividadas, alta de oito pontos porcentuais em relação a dezembro de 2016, seguida por Palmas/TO, com 70%, ambas acima da média nacional de 62%. Na sequência estão Manaus/AM, com 62%; Rio Branco/AC, com 60%; Porto Velho/RO, com 52% e Belém/PA, com 40%.

Estudo

Um outro estudo levantado pelo Indicadores e Estudos Econômicos da Boa Vista SCPC, analisou a relação entre renda domiciliar per capita por Estado e algumas variáveis associadas ao mercado de crédito, de serviços bancários e de pagamentos. O Amazonas tem ao menos 5% de taxas de inadimplência de pessoas físicas.

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