Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Torneio de robótica estimula criatividade de alunos

Por: Antônio Parente
31 Out 2018, 19h00

Crédito:Antonio Parente
Foi oficializado ontem (31), no clube do trabalhador, a temporada 2018/2019 do torneio Sesi de robótica, First Lego League. O evento é um programa internacional de exploração científica, criado para incentivar estudantes de 9 a 16 anos a se interessar pelo ramo de ciência e tecnologia. A competição ocorrerá do dia 30 de novembro a 1 de dezembro, e tem como finalidade desafiar alunos participantes a aprender investigar problemas e buscar soluções inovadoras para situações da vida real, por meio de programação de robôs autônomos para cumprir as missões.

A competição que também pode ser usada no ambiente escolar, reúne equipes de dois a dez integrantes, que podem estar associados a uma escola, um clube, uma organização ou simplesmente ser formado por um grupo de amigos, desde que liderados por dois técnicos adultos. Imaginação e criatividade para investigar problemas e buscar soluções inovadoras são características fundamentais para vencer a competição.

Segundo o professor de matemática André Doran, o evento deste ano tem como tema o "espaço entrando em órbita" e vai abordar problemas reais enfrentados por astronautas no espaço. "Por meio de uma experiência criativa, os competidores são desafiados a investigar problemas e buscar soluções de situações reais que os astronautas enfrentam no espaço", disse.

André conta, que a iniciativa fortalece capacidade de inovação, criatividade e raciocínio lógico, inspirando jovens a seguir carreira no ramo da ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática. "Cada missão tem uma pontuação. Além de defender um projeto relacionado ao tema, eles aprendem matemática, lógica e todo um conjunto de disciplinas de forma criativa. É uma prática que eles veem em sala de aula. Muitos alunos que participam do evento acabam se interessando pela área de ciências exatas", explica.

Para a estudante do 9º ano Waleska Mendes, além do aprendizado de engenharia, e matemática que englobam todo o projeto, o torneio ajuda a adquirir conhecimento nas diversas áreas de ciência e tecnologia de forma dinâmica e agradável. "Todo esse ambiente é um grande estímulo ao aprendizado, e nos motiva a interagir com outras equipes tornando as ciências exatas uma disciplina bem legal e divertida", disse.

Já para a estudante do 7º ano Alice Luiza, a robótica não ensina apenas o conhecimento técnico, mas, agrega valores e responsabilidade que ajudam os participantes a terem uma vida mais disciplinada e responsável. "Aprendemos valores como tratar bem os adversários e sempre tratá-los como amigos. Teve alunos que passaram a ter mais responsabilidades melhorando suas notas. Eu melhorei muito meu desempenho escolar depois que entrei nessa experiência", disse.

Segundo o presidente do Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, o evento é mais um legado positivo que a federação busca deixar para os estudantes da rede de ensino do sistema Fieam. "Esse legado da educação que queremos deixar. E nada melhor do que pegar as escolas do Sesi para estimular isso criando futuros pesquisadores ou cientistas na área de robótica", disse.

Presente ilustre e convidado a realizar uma palestra sobre ciencia e inovação, o novo ministro de ciência e tecnologia, Marcos Pontes, elogiou a iniciativa do sistema Sesi em realizar o evento. "Eventos e iniciativas como esta são muito importantes, porque mostra ciência e tecnologia para motivar jovens na educação. Não se trata apenas do conhecimento em si, mas, isso ensina o trabalho em equipe e liderança. Isso é importante para o desenvolvimento pessoal dessas crianças que serão profissionais no futuro", destacou.


Saiba Mais

Criado em 1998 pela FIRST em parceria com o Grupo LEGO, o torneio propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO Mindstorm.

No Brasil, o departamento nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria) tem sido a instituição responsável pela operação oficial do torneio. Desde que passou a operacionalizar a competição, o SESI tem promovido anualmente a organização de torneios regionais e do torneio nacional, a mobilização de novas equipes de robótica, a capacitação de técnicos e avaliadores voluntários. Além disso, tem articulado competições com os operadores internacionais, estimulando a participação de equipes brasileiras em eventos no exterior.

No âmbito nacional, são cinco equipes vencedoras de cada região. Estas equipes competem entre e as vencedoras disputam um torneio internacional, onde serão apresentados os projetos com o tema determinado.



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