Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Wilson Lima visita o JC

Por: Caubi Cerquinho
01 Nov 2018, 20h00

Crédito:AmazonPlay
O governador eleito do Estado do Amazonas, Wilson Lima do PSC, visitou no final da tarde desta quinta feira (1), a sede do Jornal do Commercio.

No JC o governador foi recebido pelo diretor presidente, jornalista Guilherme Aluízio e ainda participou de uma entrevista na TV digital, AmazonPlay, com o jornalista Oswaldo Lopes.

Durante o encontro, o governador falou das futuras ações de seu governo, no sentido de empreender todos os esforços possíveis para melhorar a qualidade de vida da população. "Dos que votaram em mim e também dos que não votaram. Vou governar para todos, pois assim que fiz minha campanha e foi assim que o povo me colocou no cargo de governador. Devo minha eleição ao povo e, por isso, e, para ele, que devo satisfação e reafirmo que a aliança é com a população", afirmou.

Na conversa, Wilson se mostrou consciente dos problemas que vai enfrentar, mas deixou claro também que está se cercando de um corpo técnico capacitado para enfrentar as dificuldades. O governador revelou ainda que não pretende, pelo menos, nesse primeiro momento, envolver os familiares com o governo.

Além de Segurança, Educação, Saúde e Infraestrutura, outro assunto que muito preocupa o governador eleito é a geração de emprego e renda, principalmente no interior do Estado.

Wilson Lima revelou que as primeiras medidas deverão ser resultadas do diagnóstico feita pela comissão de transição e que pretende manter uma relação de independência e de harmonia com os outros poderes. "No caso do Judiciário, já estive lá, agora falta o Poder Legislativo. Eles vão escolher um novo presidente em breve e esse assunto diz respeito, exclusivamente, aos deputados", concluiu.

Veja mais alguns trechos da entrevista de Wilson Lima para a AmazonPlay e Jornal do Commercio.

Entrevista - Wilson Lima - Governador do Amazonas eleito para o quadriênio 2019- 2022

JC - como tem sido sua a sua agenda?
WL - Tenho feito muitas visitas de agradecimento e de cortesia aos órgãos de imprensa. A idéia é mostrar que a campanha passou e que agora o momento é de transição. Vou buscar todas as informações para que nós tenhamos um verdadeiro Raio X da situação do Estado em todas as áreas. A partir desse diagnóstico feito por essa equipe de transição, deverei tomar as medidas. O povo poderá trer certeza de que chego ao cargo de governador pela vontade dele e é para ele que vou me esforçar o máximo para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Já fui ao Poder Judiciário onde fui muito bem recebido. Recebi informações preciosas de diversos programas daquele Poder que poderão ser implementados em parceria com o Governo do Estado. Agora falta ir ao Poder Legislativo. Sei que os deputados, em breve vão escolher o próximo presidente da Assembleia. Muitos me perguntam se tenho algum candidato, respondo sempre que a escolha é dos deputados estaduais. Não vou me intrometer numa decisão que tem que ser deles. Converso com todos, inclusive com os que foram eleitos, mas a escolha tem que ser de cada um. Com a sua consciência. Os dias são corridos, mas a vontade de agradecer e de ouvir as pessoas me fazem esquecer todo o cansaço.

JC - Quais áreas serão prioritárias, pelo menos nesse início de governo?
WL - Temos problemas que precisam ser resolvidos de imediato em todas as áreas. Na Segurança, vamos aumentar o efetivo e melhorar o aparelhamento das forças policiais. Algumas delegacias funcionam 24 horas, mas só com um investigador. Isso não pode continuar. No interior temos que melhorar as condições de trabalho do policial. Aumentandop o efetivo, vamos melhorar a Segurança da população. Nós devemos fazer uma avaliação dos atuais programas como a consultoria do Giulliani e o Guardian 24 horas. O que for bom para o Estado, podemos continuar. Na Educação precisamos valorizar mais o professor e os demais profissionais. Temos um concurso público que está judicializado. Vamos esperar a decisão da Justiça. Na Saúde, a coisa não está fácil. A população continua sofrendo nas filas. O atendimento não é bom. Vamos chamar as cooperativas, os sindicatos de médicos e e os próprios conselhos regionais para que juntos possamos tomar medidas que venham melhorar o atendimento. A Fcecon vive momentos dramáticos. Vamos fazer de tudo para que as cirurgias não sejam desmarcadas por falta de pagamentos dos salários dos profissionais ou por falta de equipamentos e acessórios básicos como luvas, grampos e esparadrapos. Outra prioridade do meu governo é a geração de emprego e renda, principalmente, no interior, onde a situação é mais calamitosa. Temos que ajudar o pequeno produtor. Ele precisa de ramais e vicinais decentes, trafegáveis para escoar sua produção. Ele precisa de crédito e de assistência técnica. Outro detalhe importante nessa cadeia, e a regularização da terra. Vamos trabalhar também para que haja um equilíbrio nas ações dos órgãos ambientais. Hoje, o caboclo não pode mais caçar nem pescar para sua sobrevivência. Precisamos utilizar a tecnologia para garantir sustento ao ribeirinho. Por isso estou apostando muito no sucesaso do Programa "Amazônia Conectada" que é do Governo Federal, tocado pelo Exército Brasileiro. Esses cabos subaquáticos deverão levar internet para os lugares mais distantes. Podemos usar essa tecnologia para a tele medicina e para o ensino à distância. Enfim, temos muitas prioridades e vamos insistir com nossos servidores para que eles sejam mais comprometidos, pois só assim, com o a vontade e a união de todos vamos começar a escrever uma nova história nesse Estado, que tem um potencial fantástico e que precisa ser sustentavelmente explorado para proporcionar melhoria de vida ao seu povo.

JC - E o futuro secretariado, já está escolhido?
WL - Temos várias opções de nomes. Importante ressaltar que a grande maioria será de gente da terra. Temos muitas pessoas capacitadas aqui no Amazonas. Estamos conversando, e o que posso adiantar é que serão pessoas comprometidos com o ritmo de trabalho que pretendo implementar. O lado técnico deverá falar mais alto. Deverie tomar várias decisões, mas uma já tomei. Pelos menos por enquanto, não passa pela minha cabeça envolver minha esposa e meus dois filhos na parte administrativa do Estado. O Apoio deles, em casa, tocando a família é fundamental.

JC - E a BR- 319, é possível asfaltar?
WL - É uma estrada muito importante para o Amazonas e para a Amazônia. O trecho do meio, o chamado "meião", são 400 quilômetros. Mais de quarenta reservas já existem ao longo da rodovia. Tem muita coisa que precisa ser feita, mas acima de tudo é preciso que todos que acreditam que o desenvolvimento do Estado passa por essa estrada, se unam e cobrem do Governo Federal, pois é ele que tem as amarras e consequentemente, tem a última palavra. Nossa bancada federal, estadual e municipal também precisam se unir em prol da BR-319. Da minha parte, vou me esforçar o máximo e, inclusive levar essa reivindicação ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. Ele tem demonstrado muito apreço ao Amazonas e tenho certeza que vai olhar com muito carinho esse pedido do povo da região.


Comentários (1)

  • MARCUS VINICIUS DOS SANTOS PRUDENTE04/11/2018

    muito boa a conversa com o senhor Governador eleito e eu particularmente gostaria de ajudá-lo contribuindo na Secretaria de Cultura.Penso que as políticas públicas implementadas na SEC precisam ser melhoradas nos próximos 4 anos e que se possa dar mais oportunidades aos artistas da terra.

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