Manaus, 14 de Novembro de 2018
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Especulações acendem alerta em entidades

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06 Nov 2018, 17h22

Crédito:Walter Mendes/Acervo JC
Mais uma repercussão traz à tona um alerta às entidades locais, desta vez, no centro das especulações de mudanças do novo presidente eleito Jair Bolsonaro, estão os setores do Sistema "S" que integram o Sesi, Sesc, Senac, Sebrae, Senar e Sescoop. Conforme a coluna de Lauro Jardim, do Jornal O Globo, divulgada no domingo (4), o sistema deverá ser reformulado pelo ministro da Fazenda Paulo Guedes.

Para o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, essas especulações são levantadas por quem não entende nada sobre o assunto, somos privados e toda e qualquer operação terá que ser aprovada pelo Congresso. "Efetivamente não existe nada sobre isso. O sistema está na Constituição. Até porque estamos numa democracia do regime de direito. Uma coisa é dizer que vai fechar e fazer mudanças, outra coisa é efetivar", avaliou.

No mês de setembro, os recursos do Sistema S entraram na mira da eleição presidencial como saída para minimizar o deficit de R$139 bilhões em 2019, segundo informou à época a coluna Estadão. Na nota dizia que o economista Paulo Guedes defendia em suas palestras para o mercado acabar com todos os repasses.

Muni Lourenço que preside a conselho administrativo do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) explicou que os recursos da entidade são integralmente destinados à formação profissional e a realização de cursos profissionalizantes para os pequenos trabalhadores rurais e profissionais. "No tocante ao Senar é particularmente isso. Não podemos analisar nada na base dos achismos. É bem difícil externar algo preliminar, mas o que podemos declarar é que funciona desse jeito".

"Quando for nomeado, o ministro Paulo Guedes, vai tomar consciência da realidade do Sistema. Primeiro que o Sistema não é público é privado, por via de consequência os recursos são privados", falou José Roberto Tadros -presidente eleito da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) declarando que o Sistema presta sim relevantes serviços à comunidade, notadamente na preparação de mão de obra e cursos profissionalizantes onde o Estado não tem participação nenhuma nesse campo de estudo e que o Estado está na instrução formal. Já no que diz respeito ao Sesc (Serviço Social do Comércio), quando dizem que gira em torno de festas "estão completamente equivocados.

Precisam tomar conhecimento da realidade que se preocupa com a instrução formal e alfabetização de jovens e adultos para resgatar uma dívida social que o Estado Nacional deixou de preparar essas pessoas com mais de vinte, trinta anos, sem oportunidade de estudar". Ele falou ainda que a cultura o esporte e o lazer, fazem parte dos nacionais que a instituição faz com muita proficiência. "A classe empresarial dos sistemas terão que ter um encontro com o ministro Paulo Guedes para que ele tenha a visão clara que somos privados e segundo, que nós estamos protegidos pela Constituição Federal das disposições transitórias. Prestamos serviços não apenas à comunidades comerciária, mas toda à comunidade", frisou.

Decisão acertada

O presidente do Corecon (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas) Francisco Mourão, considera uma boa alternativa e defende que o Sistema S é um custo embutido no pagamento das guias do ISS, e reitera que a visão do Paulo Guedes, é tirar esse custo. "As empresas precisam contratar, mas o custo não pode ser o dobro".

No âmbito nacional ele explica que é preciso ser revisto pela estrutura desse Sistema porque ele dá apoio a indústria e ao comércio e aos micros e pequenos empreendedores. "É a tal situação, será que ela abrange totalmente o trabalhador, atende de fato?", questionou. Ele indaga ainda que se é mantido com o dinheiro do governo porque o trabalhar precisa investir para se capacitar? "Repito, é necessário que a estrutura seja revista e a forma de como mantê-las. Não pode continuar é tendo custos para contratação".

Ele avaliou ainda que se a União assumir essas entidades vai precisar manter porque querendo ou não, "eles oferecem serviços de apoio e não podem parar por falta de verba". Ele concorda que as mudanças surjam, mas que diminuam o custo da contratação e que o Sistema S seja mantido pelo governo. "Que eu acho que é essa a visão do Paulo Guedes. É uma medida acertada da equipe econômica do presidente", disse.

Sistemas "S"

Os sistemas têm como foco o financiamento de iniciativas de qualificação profissional, serviços de saúde, lazer, educação e cultura para os trabalhadores.

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