Manaus, 10 de Dezembro de 2018
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Taxa de desocupados no estado do Amazonas cai

Por: Antonio Parente
16 Nov 2018, 16h52

Crédito:Marcos Santos/USP Imagens
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados ontem (14), mostram que a taxa de desocupação no Amazonas ficou em 13,1% no terceiro trimestre do ano. O resultado mostrou uma queda de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (14,2%). Os registros apontam, que o número de pessoas desempregadas reduziu de 256 mil para 241 mil. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o Amazonas reduziu 2,9 pontos percentuais.

Com tendência de queda, o resultado colocou o Amazonas na décima posição entre as cidades do país. O melhor resultado ocorreu no 3º Trimestre de 2014 quando foi registrado uma queda de 6,7% de pessoas desempregadas. O pior cenário foi no 1º Trimestre de 2017 (17,7%).

Em Manaus, a taxa de desocupação manteve-se estável em relação ao segundo trimestre. A variação foi de 0,2 pontos percentuais, passando de 17,6% para 17,4%. Com isso, a capital amazonense lidera a taxa de desocupação entre as capitais brasileiras, seguida de Maceió, Aracaju, recife e Salvador. A menor taxa entre as capitais ficou com Campo Grande (6,3%).

Atividades

A atividade que mais empregou no terceiro trimestre, foi o da administração pública com 314 mil postos de trabalho gerados. O resultado representou um acréscimo de 16 mil postos e um crescimento de 5,2%. Os números superam a atividade do comércio que teve uma redução de 28 mil postos de trabalho, uma queda de 8,8%. No trimestre a atividade que mais cresceu percentualmente foi outros serviços com 30,5% (15 mil). Segundo o técnico de disseminação de informações do IBGE, Adjalma Nogueira Jaques, nos últimos meses mais trabalhadores têm sido inseridos nesses setores.

A administração pública superou o comércio e passou a ser a atividade que mais empregou (314 mil), representando um acréscimo de 16 mil postos e um crescimento de 5,2%. No trimestre a atividade que mais cresceu percentualmente foi outros serviços com 30,5% (15 mil). O comércio e agricultura estão praticamente empatados em números de postos de trabalhos (286 mil e 285 mil respectivamente). No terceiro trimestre o comércio perdeu 28 mil postos de trabalho liderando a queda entre as atividades (menos 8,8%).

"Nesse trimestre a atividade pública foi a que mais empregou pessoas. O número de trabalhadores no comércio registrou uma queda significativa nos últimos meses", explicou.

O grupo formado pelos trabalhadores auxiliares foi responsável pelo maior crescimento percentual do trimestre, com acréscimo de 23 mil pessoas (17,9%)
Já os conta própria aumentaram 5,9% com acréscimo de 29 mil postos de trabalho, sendo o segundo grupo que mais acrescentou percentualmente.

Na análise do economista Ailson Rezende, O crescimento de trabalhadores informais, por conta própria e auxiliares, demonstra que a economia nacional ainda não saiu da crise, pois não conseguiu criar os empregos formais esperados para o ano de 2018.

"Diante da crise econômica, que impede a geração de empregos formais, a população economicamente ativa que está fora do mercado de trabalho busca outras alternativas de geração de renda. Entre as alternativas estão as ocupações de vendedores ambulantes, diaristas, vendedores de hortifrutigranjeiros, trabalhos na construção civil e autônomos", explicou.

Segundo ele, o trabalho por conta própria apresentou aumento, mas não houve crescimento na regularização de empresas, inclusive MEI (Microempresa Individual). " Isso reforça a tese de que os trabalhadores ficam na informalidade para fugir do pagamento de impostos", disse.

O nível de ocupação, que representa o percentual de pessoas ocupadas em relação àquelas com idade de trabalhar, foi de 53,1%; apresentando aumento de 1,6 pontos em relação ao trimestre anterior. Já em relação ao mesmo trimestre de 2017, o aumento foi de 1,3%.

No terceiro trimestre, o total de pessoas na força de trabalho alcançou 1.844 mil pessoas, o que representou um crescimento de 3,3% em relação ao trimestre anterior, significando que entraram a mais 41.000 pessoas na força de trabalho, de um trimestre para o outro. "A força de trabalho evolui de acordo com o aumento de pessoas que entram na faixa etária de 14 anos em diante. Dentro desse trimestre, muitos jovens entraram nesse perfil e passaram a procurar empregos. Quando essa taxa aumenta é porque as pessoas se auto inseriram com no grupo. É uma dinâmica natural" disse Adjalma.

Para Rezende, com a crise econômica e a falta de emprego, todas as pessoas em idade para trabalhar - economicamente ativa - estão a procura de uma ocupação remunerada cada vez mais cedo. Seja para ajudar nas despesas de casa ou para manter as despesas próprias. os jovens recém-formados nos ensinos médio, técnico e superior que buscam pelo primeiro emprego, mas encontram um cenário cada vez mais desafiador e exigente.

"Além do preparo intelectual, esses jovens são avaliados pelas ações nas redes sociais. Ao contrário do que muitos pensam, os jovens conseguem emprego com mais facilidade, e também deixam de trabalhar com extrema velocidade. Isso ocorre porque os jovens costumam trabalhar em áreas de maior rotatividade, como comércio e serviços", disse.

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