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Uber trará bikes elétricas ao Brasil em 2019

Por: Época Negócios
29 Nov 2018, 18h15

Crédito:Divulgação
Vai esquentar a disputa pelos ciclistas no Brasil (inicialmente, em São Paulo, mas a previsão é que expanda para outras regiões rapidamente).

A Jump, marca de bicicletas elétricas do Uber, chegará ao Brasil no ano que vem. A empresa não revela o mês, mas confirmou à Època por meio de sua assessoria de imprensa, que começará a oferecer corridas de bike no Brasil em 2019. O usuário encontrará as bicicletas soltas pelas calçadas, assim como funciona com as da Yellow em São Paulo. Hoje, as bikes da marca não são elétricas, mas a empresa afirmou que "em 2019 deve operar também com bicicletas elétricas".

A capital paulista deve ser uma das primeiras cidades da América Latina a receber as e-bikes do Uber, segundo depoimento do fundador e responsável pela Jump, Ryan Rzepecki. Hoje, as bicicletas da Jump estão presentes em 12 cidades dos Estados Unidos e em Berlim, na Alemanha.

O Uber comprou a empresa de compartilhamento de bicicletas elétricas Jump, em abril deste ano, por um valor estimado pelo mercado em US$ 200 milhões.

O investimento em bicicletas elétricas vai ao encontro da nova estratégia da companhia. A empresa já diz abertamente que vai apostar mais nas bikes e nos patinetes elétricos para trajetos de curta distância do que em carros. O presidente do Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou, em agosto, que esse é o plano de longo prazo da companhia. "Durante a hora do rush, é muito ineficiente um trambolho de uma tonelada de metal deslocar-se para levar um passageiro a apenas dez quarteirões de onde ele está", disse o executivo.

A estratégia terá um peso significativo nas finanças da companhia. Afinal, uma viagem de patinete ou bicicleta elétrica custa menos do que uma corrida de carro. Espera-se que a oferta dessa nova modalidade de transporte represente perda financeira para a empresa, que já teve prejuízo de US$ 4,5 bilhões no ano passado. O presidente do Uber, no entanto, defende o novo posicionamento e afirma que os investidores têm de entender que essas perdas serão necessárias para alcançar objetivos maiores de longo prazo.

Como funciona a bike da Jump
As bicicletas da Jump são elétricas, o que significa que você tem de fazer pouquíssimo esforço para pedalar. Ao encontrar a bicicleta na rua, o usuário terá apenas de digitar um PIN (num tecladinho existente na bicicleta) para liberá-la. Esse código aparecerá antes no celular do usuário, quando for selecionada a bicicleta no aplicativo do Uber.

A bike da Jump tem uma bateria suficiente para andar até 60 quilômetros. Quem faz o carregamento da bateria depois é a própria Jump. O pagamento da corrida ocorre no aplicativo do Uber, por meio do cartão que o usuário cadastrou, assim como nas viagens de carro.

Mercado em expansão
Fato é que em breve o usuário terá mais uma opção. Mobilidade, mais do que nunca, é um mercado valioso para as empresas. Só o setor de compartilhamento de bicicletas vai gerar US$ 7,5 bilhões em 2021 no mundo, de acordo com dados compilados pela Statista.

A concorrência, em especial a Yellow, certamente está acompanhando com atenção a chegada do serviço de bicicleta do Uber ao Brasil. Considerando o poder de fogo dele, avaliado em fevereiro em mais de US$ 70 bilhões, o movimento pode representar um risco aos players menores. Resta saber qual será a estratégia de contra-ataque da Yellow. A empresa começou a operar em São Paulo em agosto deste ano.
No início deste mês, Eric Acher, sócio-diretor do fundo brasileiro Monashees, cujo portfólio inclui a Yellow, afirmou que evita investir em setores que podem ser facilmente acessados por players de tecnologia globais. "Desses, portanto, nós ficamos longe, porque entendemos que a competição pode ser difícil."

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