Manaus, 10 de Dezembro de 2018
Siga o JCAM:

Negócios colaborativos ganham incentivo

Por: Evaldo Ferreira
06 Dez 2018, 11h58

Crédito:Evaldo Ferreira
Espaços colaborativos favorecem empreendimentos colaborativos. Não por acaso o Brasil é o líder latino-americano nesse tipo de iniciativa afinal, o crescimento do empreendedorismo no país é bastante visível com cada vez mais pessoas querendo deixar de ser empregados e virar patrão.

A internet integrou o mundo inteiro fazendo aprendizado, lazer e trabalho se misturar num mesmo ambiente onde o conhecimento é compartilhado e todos se conectam e se organizam em grupos ou redes. Reunir vários grupos, ou mesmo apenas um empreendedor num mesmo espaço, numa mesma sala, o chamado coworking, pode resultar num, ou vários, novos negócios. Atentos a essa tendência, o Sebrae inaugurou no mês passado o SebraeLab, um coworking inovador para empreendedores e startups, integrado à sede do Sebrae, em Manaus. O ambiente conta com estruturas modernas, sistemas de comunicação online e vários serviços de atendimento e de suporte aos empreendedores que estão em fase de idealização, montagem, validação ou consolidação de empresas de base inovadora, seja no universo online ou offline.

"Criamos, inclusive, uma entrada independente, para que o espaço se destaque na fachada do prédio, mas também porque ele estará aberto diariamente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h. Mas só pode entrar se tiver feito um agendamento prévio pelo telefone 0800 570 0800", enfatizou Vanusa Abinader, analista técnica do Sebrae.

A ampla sala foi preparada para receber vários tipos de reuniões com divisórias que podem ser configuradas de acordo com a quantidade ou a necessidade das pessoas. Mesas, cadeiras e estofados ocupam toda a área. Três aquários acústicos servem para se fazer ou receber ligações telefônicas sem que o usuário seja ouvido ou interfira em outras reuniões que estejam ocorrendo.

O diferencial do SebraeLab

Dependendo do assunto, técnicos do Sebrae podem dar apoio às reuniões, ou os empreendedores podem fazê-las entre os sócios.

"Estamos oferecendo toda uma estrutura de coworking, ou seja, um ambiente totalmente propício para atendimento dessa nova geração mais jovem de empreendedores, sem esquecer que estamos preparados para atender qualquer perfil de atual ou futuro candidato a empresário", disse Denyz Cruz, também analista técnico do Sebrae.

"Existem vários outros espaços como o SebraeLab, em Manaus, mas o diferencial é que aqui todos os serviços e atendimentos oferecidos são gratuitos, além da interação entre as startups, mudanças de sistemas analógicos para digitais e prospecção de novos negócios. Trata-se de um espaço para criação, desenvolvimento e conexão de negócios inovadores, a exemplo de startups ou qualquer outro modelo de empreendimento", revelou Vanusa.

O SebraeLab é o local ideal para quem quer tratar de negócios num ambiente totalmente desestressante, com pouca luminosidade, silencioso, com ar refrigerado, wi-fi e TV's. "E ainda decorado com peças de artesanato indígena trazidos para cá de um outro projeto, o Brasil Original. Estamos pensando em fazer uma lojinha desses artesanatos aqui dentro", adiantou Vanusa.

Conversando com a analista técnica Fabíola Almeida, os futuros sócios Carlos Campos e Leonardo Costa falavam sobre seus futuros investimentos. "Somos funcionários públicos e estamos querendo abrir uma startup", falou Carlos. "Idealizamos um aplicativo voltado para a educação e outro para a área fiscal, mas por enquanto é segredo, e não podemos falar mais nada sobre eles", completou Leonardo. "É muito importante esse espaço de coworking aqui no Sebrae porque além de ficarmos conhecendo outros empreendedores que, de repente, poderão de alguma forma alavancar nossa idéias, temos o apoio dos técnicos do Sebrae tirando nossa dúvidas", lembrou.

R$ 600 mil para os MEI
Na manhã de ontem o Sebrae realizou um evento destinado aos MEI's (Micro Empreendedores Individuais) interessados em obter financiamento para ampliar suas atividades ou para capital de giro do negócio. O evento teve à frente o Banco da Amazônia que, na ocasião, apresentou os critérios e formas para que o MEI possa obter financiamento de até R$ 8 mil. O analista técnico do Sebrae, Evanildo Pantoja, explicou que entre os principais critérios para pleitear o crédito junto ao Banco da Amazônia, a MEI precisa ter ao menos seis meses de atividade formal e não possuir restrições em nome da empresa. Segundo Pantoja, o Banco da Amazônia está disponibilizando, ainda neste ano, recursos da ordem de R$ 600 mil para esta modalidade de financiamento.

MEI são todas atividades de negócios cujo faturamento anual é de até R$ 81 mil e ter no máximo um empregado de carteira assinada recebendo até um salário mínimo ou piso da categoria.

Comentários (0)

Deixe seu Comentário