Greve dos auditores fiscais da Receita pode acabar nesta sexta-feira

Em: 17 de abril de 2008
Movimento perdeu o fôlego com a decisão do Supremo Tribunal Federal, no dia 8, que permitiu ao governo descontar retroativamente em folha os dias não trabalhados.
Movimento perdeu o fôlego com a decisão do Supremo Tribunal Federal, no dia 8, que permitiu ao governo descontar retroativamente em folha os dias não trabalhados.

A greve dos auditores fiscais da Receita, que completou 30 dias na última quinta-feira pode acabar na manhã desta sexta-feira. O movimento perdeu o fôlego com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), no dia 8, que permitiu ao governo descontar retroativamente em folha de pagamento os dias não trabalhados.
Até o fechamento desta edição, era perceptível o desânimo dos grevistas diante do fato de vários auditores terem abandonado por conta própria o movimento e retornado à atividade nos principais terminais de carga.
Na última quinta-feira, segundo fontes do Unafisco-AM (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal no Amazonas), além dos rumores de possíveis dissidências internas, a entidade contava com pouco mais de 62% do quorum favorável à continuidade da greve, enquanto na última segunda-feira esse número alcançava 75% do total de votos da assembléia.

Movimento
esvaziado
Apesar dos forte indícios, o presidente do Unafisco, Paulo Sérgio Sousa, negou o esvaziamento da ação grevista, afirmando que somente nesta sexta-feira, haverá uma reunião extraordinária na qual será votada a aceitação ou não da contraproposta salarial oferecida pelo governo aos fiscais. “Não existe nenhuma proposta de encerramento da greve, apesar dos boatos que visam a enfraquecer o movimento. Somente hoje vamos decidir isso”, avisou.
Infundada ou não, a notícia do fim da greve foi bem recebida pelas empresas que atuam no comércio exterior. Segundo o vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro, a paralisação afetou a balança comercial brasileira, em especial o embarque de produtos agrícolas. Segundo o executivo, ainda não é possível quantificar o prejuízo para as exportações, mas lembrou que muitas empresas perderam clientes no exterior porque não conseguiram embarcar a mercadoria no tempo previsto. “O maior prejuízo é dos exportadores. Estamos no auge da temporada de embarque da soja, e a fila no Porto de Paranaguá está enorme. Em Manaus, o problema, sem dúvida, é bem maior”, disse Castro.
Os auditores fiscais da Receita reivindicam equiparação salarial com os delegados da Polícia Federal, o maior salário do Poder Executivo. Com isso, os servidores querem aumento do teto de R$ 13,4 mil para R$ 19 mil. O piso da categoria subiria de R$ 10 mil para R$ 14 mil.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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