Terceirizar a entrega ainda é polêmica no mercado. Mas se a opção for essa, é preciso escolher um parceiro que personifique sua empresa. Quando você for escolhê-lo é preciso deixar claro o nível de serviço que sua empresa deseja.
Para o consultor da Andersen Consulting, quanto mais a empresa consegue compartilhar ativos como armazéns e frotas, por exemplo, mais ela ganha em economia de escala. Assim o outsourcing passa a ser uma saída atrente.
Ele ressalta ainda que a terceirização é um meio de a empresa obter a competência que precisa e não tem. E de forma rápida. “Tudo está lá prontinho para ser usado no provedor. Se a empresa optar por montar uma estrutura própria de logística para suportar uma única operação isolada, será oneroso”, avisa Hill.
“Melhor do que seguir uma lista de recomendações para errar menos, é mais prático, rápido e barato a empresa pontocom estabelecer alianças estratégicas com empresas especializadas em serviços logísticos que disponibilizam competência operacional, tecnologia especializada e instalações apropriadas”, opina José Geraldo Vantine, da Vantine Consultoria.
Para Vantine, a única saída para quem precisa sustentar sua operação de comércio eletrônico com uma boa infra-estrutura de logística é buscar no mercado parceiros estratégicos. “A incompetência da gestão de negócios de algumas pontocom tem levado muitas empresas a fazerem exatamente o contrário. Ou seja, gastarem muito dinheiro com algo que não é seu core business”, salienta.
Hoje são mais de 60 operadores logísticos no mercado que oferecem seus serviços para todos os tamanhos de empresa e estão presentes em todas as regiões do país. Há três modelos de operadores logísticos: os multiclientes, que a partir de um mesmo armazém atendem vários clientes; o full dedicated, que é totalmente dedicado a um cliente; e o in company, que absorve a gestão da logística dentro do seu próprio cliente.
O Operador Logístico é uma empresa de terceirização de serviços logísticos que proporciona a utilização de toda infra-estrutura, de sistemas, de recursos humanos, de tecnologia para várias empresas, possibilitando dessa forma a redução de custos para a empresa usuária. Além disso, sua capacitação e seu negócio são logística enquanto o negócio de uma loja virtual é marketing, comercialização, conteúdo, serviços etc.
Gerenciar logística é gerenciar informação. Por essa razão, para se dar bem no mundo virtual, é preciso possuir tecnologia de informação de forma intensiva. A tecnologia é a base de tudo. É preciso ter um ERP. E, mais do que isso, é preciso que ele esteja constantemente potencializado com informações.
O abastecimento dos dados no sistema integrado deve ocorrer em tempo real. Para isso é necessário automatizar as transações com uso intensivo de código de barras e radiofrequência (sistema que capta e transmite a informação instantaneamente). O mix é ERP para transações e código de barras para automatizar essas transações e dispo-nibilizá-la no sistema.
Rastrear o produto do momento que ele chega na empresa até o seu percurso para o cliente também é importante no processo. Já existem casos em que o produto é rastreado desde o momento em que ele sai do fornecedor da matéria-prima até quando chega às instalações do cliente.
Outro componente básico e elementar são as ferramentas de análise de dados. Além de dar suporte as informações, elas servem para monitorar os indicadores de desempenho. Sistemas de planejamento de produção, de compras, de estoques e roteirizadores também são bem-vindos.
Esta coluna é publicada às quartas-feiras e é elaborada sob a coordenação
do engenheiro civil Olavo Tapajós,
doutorando no Programa de Planejamento de Transporte.
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