O deputado Antônio Paloc-ci (PT-SP) foi eleito ontem para a presidência da comissão especial de reforma tributária da Câmara. Depois de uma disputa interna na base aliada, o PT foi obrigado a ceder a relatoria da comissão ao deputado Sandro Mabel (PR-GO) -que foi indicado formalmente para o cargo por Palocci logo após ser eleito.
O PMDB, que também reivindicava a presidência da comissão, conseguiu emplacar o deputado Edinho Bez (PMDB-SC) na vice-presidência da comissão especial.
O PT brigava pela relatoria porque, tradicionalmente, é o cargo de maior expressão nas comissões. Os petistas também defende-ram o nome de Palocci para a relatoria com o objetivo de resgatar a sua imagem, desgastada desde que deixou o governo sob a acusação de quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa.
Mas a oposição também pretende marcar presença ao indicar nomes de parlamentares de peso para a comissão. Pelo PSOL foi indicada a própria líder da legenda, a deputada Luciana Genro (RS), uma das críticas mais duras do governo.
O PSDB indicou o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza (SP) e um nome da bancada que é especialista em tributação e Orçamento, o deputado Luiz Carlos Hauly (PR).
O DEM também sugeriu nomes de deputa-dos envolvidos com Orça-mento e tributação, como Mussa Demes (PI), que sempre participou das discussões da Comissão Mista de Orçamento, e Paulo Bornhausen (SC), filho do ex-senador Jorge Bornhausen.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), fez um apelo para que a comissão aprove a reforma no prazo de 40 sessões plenárias previsto pelo regimento interno da Casa. Chinaglia defende que a reforma tributária seja aprovada no plenário da Câmara até o final do primeiro semestre deste ano.
“O importante é votar a reforma no plenário no primeiro semestre deste ano. Das outras vezes, não conseguimos êxito aqui na Casa na tentativa de se aprovar qualquer proposta de reforma”, ressaltou.
Eleito presidente da comissão por 12 votos favoráveis contra três brancos, Palocci se comprometeu em acelerar os trabalhos da comissão para garantir que a reforma seja aprovada até o final do primeiro semestre. “Vamos trabalhar com a determinação de não solicitarmos a prorrogação dos trabalhos. As 40 sessões são suficientes, principalmente porque não começamos agora a discutir a reforma. A comissão não parte do zero”.
Na opinião de Palocci, “melhor do que lamentar o tempo perdido” nas discussões da reforma é “usar a experiência adquirida nesse período” para agilizar a votação da matéria.
Ex-ministro Palocci é eleito presidente da comissão da reforma tributária na Câmara
Em: 23 de abril de 2008
O PMDB, que também reivindicava a presidência da comissão, conseguiu emplacar o deputado Edinho Bez (PMDB-SC) na vice-presidência da comissão especial.
Redação
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