Um grupo de trabalhadores rurais do Amazonas, que integram o Grito da Terra Brasil 2008 –Reforma Agrária, foram ao plenário da ALE/AM (Assembléia Legislativa do Estado), ontem, apresentar uma pauta de reivindicações cobrando regulamentação de terras no Estado, Lei de Zoneamento Agro-Econômico, Ecológico e Sustentável, intervenção nos conflitos agrários e violência no campo e discussão para a construção de propostas para o desenvolvimento de uma política agrícola e agrária para o Estado e o aumento dos repasses do percentual do Orçamento do Estado destinado ao setor rural.
O grupo foi recebido pelo líder do governo na ALE/AM, deputado Sinésio Campos (PT) e pelo deputado Marcos Rotta (PMDB) que assumiu a presidência da casa legislativa interinamente, com a ausência do deputado Belarmino Lins, que viajou com o vice-governador, licenciado, Omar Aziz.
Marcha pela
terra
O grupo, formado por mais de cem produtores rurais, faz parte do movimento coordenado pela Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Amazonas) que vai se juntar a grupos de trabalhadores rurais de todo o Brasil na Marcha do Grito da terra 2008, que se concentrará em Brasília no período de 12 a 16 de junho.
O ponto de concentração do grupo, no primeiro dia em Manaus, foi na Praça da Saudade, onde realizaram manifestação pela manhã e à tarde.
A pauta de reivindicação do Amazonas contém itens relacionados a meio ambiente, política agrícola, política sociais (educação no campo), infra-estrutura social, saúde, previdência social, e políticas nas áreas de mulher, juventude e para terceira idade.
Na ALE/AM, uma das principais reivindicações foi quanto ao valor do repasse do Orçamento do Estado para o setor primário que, atualmente é de 0,87%, o que equivale a R$ 44 milhões para todos os municípios. De acordo com o secretário de Políticas Salarial e Sociais da Fetagri, Edvaldo Lopes de Jesus (Primo), o campo quer um aumento escalonado para 5% até 2010, sendo que em 2009, já deverá estar no patamar de 2%. “Cinco por cento elevaria os repasses para R$ 200 milhões, que é o mínimo para atender as necessidades do campo”, disse.
Intermediar
diálogos
Sinésio Campos esclareceu que os pontos de competência da ALE/AM serão observados e dentro da medida do possível atendidos, mas os que foram de competência de outros poderes e órgãos públicos, como é o caso da Previdência Social, os deputados vão intermediar os diálogos tentando sensibilizar para os problemas enfrentados pelos trabalhadores rurais. Sinésio se propôs, inclusive, em acompanhar o grupo em encontros como o que ocorrerá na próxima sexta-feira no Incra. Proposta que foi aceita pelo grupo.






