Programa garante ao Brasil posição de destaque no mundo agrícola

Em: 28 de abril de 2008
Embrapa e Mapa mais uma vez dão ao Brasil uma posição de destaque no mundo agrícola, que está entre os quatro maiores detentores mundiais de espécies vegetais.
Embrapa e Mapa mais uma vez dão ao Brasil uma posição de destaque no mundo agrícola, que está entre os quatro maiores detentores mundiais de espécies vegetais.

Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), vinculada ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), mais uma vez dá ao Brasil uma posição de destaque no mundo agrícola. O país está entre os quatro maiores detentores mundiais de espécies vegetais, com um repositório de cerca de 150 mil amostras.
A quarta colocação entre os melhores e maiores do planeta, depois dos Estados Unidos (500 mil amostras), da China (390 mil) e da Alemanha (160 mil), se deve ao programa de intercâmbio de recursos genéticos entre o Labex-EUA (Laboratório da Embrapa nos Estados Unidos) e o ARS (Serviço de Pesquisa Agrícola) norte-americano.
O cientista Luciano Nass, responsável pelo programa do Labex na área de recursos genéticos, desenvolvido em parceria com o Centro Nacional para a Preservação de Recursos Genéticos do ARS, considera estratégico para ambos os países essa troca de materiais genéticos.
“É uma reserva com a qual se pode contar, uma aplicação na poupança. Se precisar é só buscar”, compara Nass. Esse “arsenal” de diferentes espécies vegetais significa para os cientistas ter, literalmente nas mãos, recursos que poderão servir para achar soluções para problemas decorrentes das mudanças climáticas, ou ainda investigar a resistência a pragas, à seca, entre outras vantagens.
O intercâmbio de germoplasma sempre foi prática comum entre países e instituições, mas passou por um período de “escassez”. Isso ficou evidente após a CDB (Convenção da Diversidade Biológica), em 1992, quando houve uma redução acentuada desta atividade. Em 2004, graças a um ­tratado da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agri­cultura), focado apenas em espécies utilizadas na alimentação e agricultura, é que as atividades de intercâmbio ganharam novo fôlego, pelo menos para as espécies incluídas no tratado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar