Agronegócios – Desafios da Sepror

Em: 28 de abril de 2008
Hoje, vamos aproveitar o espaço do centenário JC para apresentar aos seus leitores o pensamento e os projetos idealizados pela Sepror ao setor agropecuário amazonense.
Hoje, vamos aproveitar o espaço do centenário JC para apresentar aos seus leitores o pensamento e os projetos idealizados pela Sepror ao setor agropecuário amazonense.

Hoje, vamos aproveitar o espaço do centenário JC para apresentar aos seus leitores o pensamento e os projetos idealizados pela Sepror ao setor agropecuário amazonense, atualmente sob o comando do deputado estadual Eron Bezerra e equipe. Durante a última reunião do CEDRS (Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural), e lendo a revista “Folha do Campo” tive a oportunidade de conhecer, mais detalhadamente, os projetos da secretaria de produção rural direcionados, em sua grande maioria, a “produzir para comer”. De fato, é inaceitável, apesar do enorme potencial, continuarmos importando toneladas e toneladas de alimentos básicos de outros estados da federação. Pergunto: Como fica a soberania alimentar do amazonense? Temos que produzir, no mínimo, para comer.
O exemplo recente da Argentina segurando o trigo produzido na terra do tango, e o Brasil retendo o nosso arroz, merece uma reflexão da sociedade amazonense. Pergunto, novamente: Quando a crise for interna, entre estados (espero que nunca ocorra), o que irá acontecer conosco (o Amazonas) se o Mato Grosso segurar o milho (já aconteceu entre 2002/2003); Rio Grande do Sul (o arroz e o trigo) e Paraná (o feijão)??? Somente para ilustrar esta preocupação, em 2007, e por meio dos leilões públicos, importamos aproximadamente 30 mil toneladas de milho. Haja dependência!

Milho cultivado na região
Antes de listar os projetos da Sepror, transcrevo, a seguir, trecho do livro “Uma breve história do Mundo”, de Geoffrey Blainey, onde, confesso, fiquei surpreso com a afirmativa. Diz assim: “No fim do século 20, surgiu a idéia de que, de alguma forma, a Floresta Amazônica, isolada e impenetrável, havia praticamente escapado da interferência humana. Com o respeito cada vez maior pela natureza em muitos cantos do mundo ocidental, a Floresta Amazônica em geral é considerada um prodígio. Ali, a natureza primitiva se preserva em toda a sua glória vulnerável: uma enorme bacia verde banhada por um majestoso rio silencioso.
Até mesmo o Rio Amazonas é hoje conhecido por sua extraordinária história humana durante o longo período em que as Américas foram separadas da Europa e da Ásia. Os trabalhos de cerâmica mais antigos em todas as Américas foram feitos não na América Central ou do Norte, mas na floresta tropical da Bacia Amazônica, antes de 5000 a.C. Há também evidências de que o milho, o cereal milagroso, foi primeiramente cultivado pelos plantadores da região. Curiosamente, a diversidade biológica dessa região é geralmente mais impressionante não na floresta virgem, mas nas áreas que foram cultivadas pelos plantadores pioneiros da Amazônia e que, agora, estão camufladas por nova vegetação”. Será verdade??

ProAgro e Abatedouros
O Governo do Estado lançou, em 2007, o ProAgro. O Programa tem o objetivo de incentivar a instalação de empresas de agroindústria no Amazonas. O empreendedor entra com 51% do negócio e o Estado com 49%. Depois de cinco anos, as ações podem ser resgatadas. A Sepror está construindo abatedouros nos principais municípios produtores de carne e incentivando a iniciativa privada para a construção de outros. Novo Remanso – comunidade de Itacoatiara – vai ganhar um e a Escola Agrícola Rainha dos Apóstolos, em Manaus, vai ganhar um abatedouro de animais de pequeno porte – ovelhas, carneiros, porcos etc.

Entreposto de Salga e Fecularia
Maraã e Fonte Boa vão ganhar dois entrepostos de salga de pirarucu. Com o equipamento, o pirarucu da região de Mamirauá será transformado em Bacalhau. A medida visa agregar valor ao produto tornando-o mais caro, porém com maior qualidade, e gerando emprego e renda na região. A Sepror quer que o Amazonas produza toda a fécula de mandioca necessária para abastecer o Distrito Industrial. Por ano, as fábricas consomem 96 mil toneladas do material. A idéia é resolver este problema em dois anos. Atualmente, a fécula vem do Paraná.

Pólo de fibras e Febre Aftosa
O Amazonas é o maior produtor de fibras no Brasil, mas não produz a semente. Tem qu

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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