Instituto inicia nova fase do projeto

Em: 29 de abril de 2008
Parceria do Genius Instituto de Tecnologia com o InCor resultará no protótipo pré-industrial de um dispositivo de alta tecnologia para futura produção a custos mais acessíveis.
Parceria do Genius Instituto de Tecnologia com o InCor resultará no protótipo pré-industrial de um dispositivo de alta tecnologia para futura produção a custos mais acessíveis.

O Genius Instituto de Tecnologia, especializado em pesquisa e desenvolvimento de soluções de inovação para a indústria, e o Incor (Instituto do Coração), iniciaram a segunda fase do projeto que está desenvolvendo um marca-passo 100% nacional. Nesta etapa serão investidos cerca de R$ 2,4 milhões, sendo R$ 1,6 milhão provenientes do Ministério da Saúde e da Fundação Nacional de Saúde por meio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e R$ 800 mil da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Mário Ferreira Filho, gerente de projetos corporativos do Genius, estima que dentro de aproximadamente três anos e meio o marcapasso esteja em produção. Segundo ele, ao utilizar tecnologias de ponta, as características do dispositivo em desenvolvimento são comparáveis ou superiores aos similares atualmente disponíveis para os pacientes.

Problemas
de arritmia
A implantação de marcapassos é indicada para pessoas com problemas de arritmia, que podem causar desde um simples mal estar até paradas cardíacas com morte súbita. Para se ter uma idéia da importância de se desenvolver um marcapasso com tecnologia 100% nacional, em 2005, apenas por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), o Brasil gastou R$ 165 milhões com a importação desses aparelhos e implantou 18 mil marcapassos, o que corresponde a pouco mais da metade da demanda, segundo informações do DataSUS.
Embora não seja possível estimar quanto custará o marcapasso nacional, Ferreira Filho afirmou que será mais barato do que o importado, cujos preços variam de R$ 5.225 a R$ 31.250, dependendo das funcionalidades, segundo dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Além dos parceiros já citados, o projeto conta ainda com a colaboração da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) e da UCU (Universidad Catalolica de Uruguay). Ferreira Filho explica que nessa etapa será desenvolvido um protótipo pré-industrial do marcapasso já com as características elétricas e mecânicas do produto final, similares às principais características dos dispositivos existentes no mercado mundial.
“Em 18 meses vamos entregar um marcapasso testado e validado, atendendo aos requisitos predefinidos e às normas médicas internacionais visando sua pré-qualificação e homologação, viabilizando assim a fase final do projeto que será a industrialização”, disse Filho.
Entre os principais objetivos do projeto estão melhorar da qualidade de vida do paciente cardíaco brasileiro, aumentar o número de implantes, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e possibilitar ao Sistema Único de Saúde a ampliação desse tipo de serviço.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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