Follow-Up – Passivo urbanístico e social

Em: 29 de abril de 2008
Ao trânsito caótico de Manaus –tema abordado na sexta-feira passada (25.04)– soma-se o péssimo estado de suas ruas e avenidas.
Ao trânsito caótico de Manaus –tema abordado na sexta-feira passada (25.04)– soma-se o péssimo estado de suas ruas e avenidas.

Ao trânsito caótico de Manaus –tema abordado na sexta-feira passada (25.04)– soma-se o péssimo estado de suas ruas e avenidas. Contam-se nos dedos as que estão em bom estado. Além de estreitas para a quantidade de veículos, as faixas que separam as pistas de rolamento em geral não são pintadas (ou estão com pintura apagada). Os semáforos, com poucas exceções, não são limpos, o que dificulta enxergar as luzes de trânsito, prejudicando a segurança. 
Talvez não exista no país outra capital que tenha uma pavimentação tão ruim, com o mesmo grau de deterioração. Buracos e ondulações desgastam prematuramente os veículos e tornam mais caros os custos de manutenção do transporte público e privado. Os buracos estão presentes em quase todas as vias e rodovias. Não há suspensão ou amortecedor que aguente.
Com raras exceções, em Manaus não há calçadas e quando existem são em geral de péssima qualidade. Os serviços públicos essenciais (saneamento, educação, saúde, segurança e transporte de massa) são precários e deficientes. Apesar de a cidade estar cercada de pujante floresta, a arborização é escassa, o que agrava o desconforto do calor para os transeuntes. 
Os problemas são de tal magnitude que não há recursos para solucioná-los. O passivo urbanístico e social acumulado ao longo de décadas –em uma capital com um PIB per capita elevado (para os padrões do Brasil) e população de 2 milhões de habitantes– está muito acima das disponibilidades financeiras do Estado e do município. Diante desse descalabro, é oportuno lembrar que os governos (federal, estadual e municipal) arrecadaram na ZFM, nos 41 anos de sua existência, um total de tributos e contribuições compulsórias da ordem de algumas dezenas de bilhões de reais.
Para onde foi esse monte de dinheiro? A que foi destinado? É necessário dizer, todavia, que os governantes atuais não são responsáveis por esse passivo; na realidade, estão perplexos com sua dimensão. Não há meios para resgatá-lo. As deficiências que se vêem hoje em Manaus, acumuladas ao longo dos anos, constituem herança (maldita) de administrações anteriores.

Qualidade de vida

Qualidade de vida é hoje um fator determinante para atrair investimentos, tão ou mais importante que incentivos fiscais. Bons índices de desenvolvimento social, serviços públicos eficientes, serviços urbanos de boa qualidade, educação (em todos os níveis) em padrão de excelência, infra-estrutura científica atualizada (inclusive internet estável, de alta velocidade) e ambiente de negócios favorável são condições fundamentais para induzir o empresário a investir em um país ou região.

Radar Saber M-60

Noticiário da Agência de Notícias da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) informa que pesquisadores da Faculdade e Engenharia Elétrica e de Computação  da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) são os responsáveis pelo desenvolvimento da antena destinada a um radar fabricado pela Orbisat S.A. –empresa de capital nacional sediada na ZFM–, que está sendo utilizado no Rio de Janeiro pelo Exército Brasileiro. Trata-se do Saber M-60, sigla de Sistema de Acompanhamento de Alvos Aéreos por Emissão de Radiofrequência, um radar de pequenas dimensões utilizado para monitor o espaço aéreo em baixas altitudes. A partir de um sistema de emissão de radiofrequência, o equipamento identifica qualquer aeronave que se encontre em um raio de 60 quilômetros ou sobrevoe a antena em uma altura de até 5.000 metros. Por meio de software desenvolvido em parceria por pesquisadores da Orbisat, Unicamp e Centro Tecnológico do Exército, o radar rastreia e fornece, em tempo real, a localização exata de até 40 alvos aéreos, simultaneamente. Suas funções são semelhantes aos radares de grande porte usado em aeroportos. A tecnologia de fabricação de radares é dominada, pelo Brasil, através da Orbisat, e por reduzido número de países, entre os quais os EUA. Além do domínio nacional da tecnologia, outro ponto relevante da parceria é a formação d

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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