O presidente da YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), Santos Ramírez, confirmou, em entrevista coletiva, que a oferta será lançada aos acionistas da empresa produtora Chaco e à transportadora de hidrocarbonetos Transredes.
A Chaco tem participação da Pan American Energy, pertencente ao grupo BP (British Petroleum), enquanto a Transredes tem como sócios estrangeiros a britânica Ashmore e a anglo-holandesa Shell.
Essas companhias foram nacionalizadas em 1º de maio com um decreto do presidente boliviano, Evo Morales, que as obriga a repassar à YPFB uma pequena parte de suas ações para que a petrolífera estatal assuma o controle de 50% mais um das empresas. A transferência das ações deve ser feita mediante um pagamento fixado pelo Estado nesse decreto, que no caso da Transredes é igual a US$ 12,6 milhões e no da Chaco, a US$ 4,8 milhões.
Segundo Ramírez, quando for concretizada a transferência das ações, pode-se “ver uma modalidade mista e compartilhada no que é a administração, gestão e operação” nos campos e nas indústrias no caso da Chaco e nos oleodutos e gasodutos com a Transredes.
Ao contrário dessas empresas que estão obrigadas a aceitar o montante fixado pelo Estado, a Repsol YPF assinou um acordo com o governo para vender as ações que requeria na empresa Andina por um montante de US$ 6,2 milhões, o qual se concretizou na quarta-feira, dia 7. A YPFB acordou com a Repsol YPF a gestão compartilhada em Andina.
O governo também nacionalizou 100% da CLHB (Companhia Logística de Hidrocarbonetos da Bolívia), de investidores privados alemães e peruanos, em troca de um pagamento de US$ 20 milhões.
A percentagem de ações que a empresa boliviana precisava para controlar a empresa Andina, após o acerto de pagamento de US$ 6,2 milhões foi transferida na quarta-feira.
Segundo o presidente da YPFB, Santos Ramírez, a multinacional assinou a transferência de 145.162 ações (1,08%) em favor ao Estado boliviano, cada uma avaliada em US$ 43.
Com essa operação, a participação do governo boliviano na Andina subiu de 48,92% para 50% mais 1. A empresa é chave na exportação do gás boliviano a Argentina e Brasil.
A transferência de ações foi assinada pelo presidente da Repsol YPF na Bolívia, o espanhol Luiz García Sánchez, e foi possível com o acordo subscrito em 1º de maio, quando o presidente Evo Morales anunciou um decreto que obriga a outras três petrolíferas a repassar suas ações ao Estado.
Bolívia propõe gestão compartilhada a petrolíferas
Em: 8 de maio de 2008
A Bolívia ofereceu aos acionistas britânicos e holandeses de duas petrolíferas nacionalizadas uma gestão compartilhada, num acordo similar ao alcançado recentemente com a hispano-argentina Repsol YPF sobre sua filial no país.
Redação
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