Nas últimas edições desta coluna nos dedicamos a abordar temas relacionados a energia, hoje resolvemos que devemos nos enveredar pelos caminhos da tecnologia. Para discutirmos tecnologia em nosso Estado, temos que recorrer ao pensamento dos nosso mandatários. Temos duas afirmações que gostaríamos de analisar. A primeira frase: O Amazonas não precisa desenvolver tecnologia, tecnologia se “compra”. A segunda frase: A Universidade está de costas para a Sociedade.
Pois bem, caro leitor, estas duas afirmações mostram a visão que nossos governantes têm sobre tecnologia. Antes de mais nada precisamos esclarecer que tecnologia não se “compra” não é um artigo que se encontra em qualquer loja. Tecnologia é a capacidade de perfurar poços em águas ultra-profundas, é desenvolver jatos executivos e tanques de guerra.
Todas estas tecnologias, temos domínio e estamos buscando a liderança mundial em cada um dos setores. Outro exemplo do valor da tecnologia é a busca pela capacidade de lançar foguetes no espaço para posicionar os nossos satélites. Estamos adquirindo, a custos altíssimos, como o acidente de Alcântara em que 19 renomados pesquisadores morreram durante uma tentativa de lançamento de foguetes, com tecnologia genuinamente tupiniquim. Portanto, podemos dizer que tecnologia é soberania, é independência, nos dá autonomia para caminharmos com nossas próprias pernas.
Universidade de costas para a Sociedade
A Universidade por princípio deve estar a frente da Sociedade, propor soluções para os problemas existentes e aqueles que ainda estão por vir. Portanto, caro leitor, se a Universidade tem que estar a frente, como um farol à indicar o melhor caminho para a Sociedade, alguém deve estar caminhando no sentido contrário. A Universidade conta hoje, com quase 400 doutores, qualificados nos maiores centros de conhecimento do Brasil e do Mundo, sequiosos por desenvolver todo seu potencial e, com isto, auxiliar nosso Estado a crescer e principalmente a se desenvolver.
No decorrer do ano, iremos abordar experiências em tecnologia desenvolvidas por estes pesquisadores. Hoje, no entanto, citaremos apenas exemplos do que nosso grupo desenvolve: Nanotecnologia em cosméticos – o se propõe neste projeto é inserir a nanotecnologia aos cosméticos desenvolvidos com nossa conhecida biodiversidade, acrescentando-lhe maior valor agregado, o que já vem sendo feito por grandes empresas como a Natura, com várias patentes já registradas na área. Outra ação desenvolvida é o Curso de Tecnologias de Distribuição de Gás Natural – este projeto visa a qualificação de profissionais na distribuição do gás para as cidades que o receberão. Estes são apenas ínfimos exemplos de projetos que a Universidade desenvolve, seja nas áreas de gestão, de tecnologia da educação, ciências, enfim, em todas as áreas do conhecimento.
Tecnologia no Transito em Manaus
A Tecnologia deve estar sempre a disposição, deve ser vista sempre como uma alternativa viável. Um exemplo disto é a visão sobre a questão do trânsito em Manaus. É evidente que são vários aspectos que devem ser levados em conta: Primeiro são os tipos de ações: estruturais e não-estruturais; O segundo aspecto é estratégico com ações de: curto, médio e de longo prazo. No aspecto de ações não estruturais, temos a necessidade de implementarmos medidas de tecnologias educacionais, para melhorar o cumprimento das normas de trânsito; Outra ação, que infelizmente não dá tanto impacto nem é tão cara quanto um viaduto, é a sincronização dos semáforos na cidade de Manaus, que certamente facilitaria muito o gerenciamento do trânsito.
O banimento dos retornos à esquerda em vias de alta rotação, bem como a instalação de câmeras de vigilância e a disposição de carros de auxílio nestas vias em horário de pico, certamente tornaria muito melhor nosso trânsito. Nas ações estruturais de médio prazo está a construção de vias que interliguem as regiões mais populosas e o Distrito Industrial.
Ações de longo prazo,







