O nosso Estado está, mais uma vez, travando uma verdadeira cruzada sanitária para que em 2008 seja reconhecido pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) como de baixo risco para a febre aftosa, e posteriormente, também como área livre da doença.
A febre aftosa é uma doença infecciosa causada por um dos menores vírus encontrados na natureza –o aftovírus. Ele ataca animais de casco bipartido e os principais sintomas no animal contaminado são febre, aftas na boca, gengiva e língua e feridas nos cascos e úberes. Na literatura médica são raríssimos os casos de contaminação de pessoas. O cozimento da carne e do leite mata o vírus. Mas o vírus se espalha rapidamente. As pessoas que vivem em zonas contaminadas podem espalhar o vírus por meio de suas roupas, cabelos e calçados. Insetos, como moscas, que têm contato com locais onde o gado contaminado bebe água, também servem de veículo para a propagação do vírus.
O homem pode se contaminar?
É ínfimo, mas o grande problema da febre aftosa é econômico. Por ser altamente contagiosa, a doença se dissemina rapidamente no rebanho. Em caso de contaminação, perdem os produtores que têm seus animais abatidos, os frigoríficos, que não têm como atender ao mercado, e os consumidores que, diante da escassez, são obrigados a pagar mais pela carne e o leite é descartado… Enfim todos perdem, hoje o Brasil é uma potência produtora e exportadora de alimentos e não admitimos mais doenças fitozoosanitárias.
Com a ampliação da área de zona livre de aftosa com vacinação, e a erradicação, aumenta o potencial de exportação de carne bovina brasileira. Mas para isso será necessário avançar na abertura de novos mercados para a nossa carne. Atualmente, de janeiro a abril deste ano, segundo dados da Confederação Nacional da Agricultura, as exportações alcançaram US$ 210 milhões, com um aumento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas temos um potencial muito maior para ampliar nossas exportações de carne. Embora a doença da “vaca louca” e o surgimento de casos da gripe aviária e de febre aftosa no Brasil e Argentina tenham trazido como conseqüência a redução do consumo e exportação de carne bovina entre a população européia, essa redução deve ser temporária. Além disso, podemos aumentar nossas vendas para o leste europeu, Ásia, África e para outros mercados.Principalmente a China que tem sinalizado positivamente.
Continuam os investimentos
Mas para isso, volto a insistir, é preciso investir na melhoria das condições de sanidade dos rebanhos, fiscalização e na criação de um sistema de informações entre os Estados brasileiros e os países do Mercosul, para estabelecermos uma política sanitária única para toda a região. Queiramos ou não, o episódio da proibição de importação de carne brasileira, fruto muito mais de retaliações comerciais do que propriamente devido à qualidade da nossa carne, trouxe prejuízos econômicos e para a imagem do rebanho brasileiro no exterior. Por isso não podemos cometer novos erros porque o que está em jogo não é só a qualidade do nosso rebanho, mas sim a imagem e a credibilidade do nosso país e de nossas autoridades. Defendo a realização de uma campanha internacional mostrando que a carne brasileira é de alta qualidade. Manter os atuais mercados e conquistar novos não são uma tarefa simples e exige empenho e investimento. E exige, sobretudo, agilidade e seriedade de todos; produtores, frigoríficos, consumidores e governos evitando assim focos de doença que possa afetar nossa credibilidade.
O Amazonas, juntamente com outros 14 Estados mais o Distrito Federal, estão em plena campanha iniciado no dia 1º de maio ( Dia do Trabalhador ) a primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. A segunda etapa é realizada em novembro. Para que o Estado solicite a mudança da condição sanitária é necessário que nas duas etapas da campanha a cobertura vacinal ultrapasse 90% do rebanho. Após a campanha, o Estado terá que pa






