O ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires disse hoje em depoimento à CPI dos Cartões Corporativos que enviou “por engano” ao assessor parlamentar André Fernandes o arquivo com o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Fernandes disse que, se tivesse a intenção de encaminhar o arquivo ao assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), não teria utilizado o e-mail.
“Minha intenção era apenas de anexar o arquivo ‘hoje’. Se anexei a planilha ‘excel’, não houve dolo, má fé, ou nem isso ocorreu de maneira deliberada. Se anexei, foi por descuido, erro humano. Não admito que enviei o e-mail induzido por qualquer motivação. Se tivesse a intenção de passar esses dados, o faria por CD, disquete ou pen drive”, disse.
O ex-secretário também isentou a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ou sua secretária-executiva, Erenice Guerra, na operação de montagem do dossiê. “Nunca conversei sobre esse assunto com Erenice Guerra e a ministra Dilma”, enfatizou.
Aparecido negou que, no e-mail enviado para Fernandes com o dossiê, tenha anexado qualquer mensagem com referência ao conteúdo do anexo. “Na mensagem enviada ao André, não há qualquer menção a um possível dossiê para constranger a oposição”, afirmou. No seu depoimento à CPI, também prestado nesta terça-feira, o assessor parlamentar disse que havia uma mensagem de Aparecido na qual o ex-secretário revela sua intenção de levantar os gastos da gestão FHC.
Assim como Fernandes, Aparecido disse que rompeu a amizade com o assessor parlamentar após o episódio do dossiê.
“Conheço o André desde a instalação do governo paralelo. Quando deixou o então governo do Distrito Federal e foi trabalhar para outros partidos como consultor legislativo, passamos a ter posições políticas divergentes. Eu o considerava como amigo até esse episódio que estamos tratando”, afirmou.
Aparecido confirmou que almoçou com Fernandes em março, depois de encaminhar o anexo no e-mail, quando disse ter negado sua intenção de vazar a planilha de gastos. “Em almoço no dia 21 de maço, ele me disse que tinha rumores que tinha vazado essa planilha, ocasião em que o contestei veementemente. Eu não repassei informação alguma à imprensa”, enfatizou.
O ex-secretário de controle interno da Casa Civil disse que recebeu do secretário de administração da Casa Civil, Norberto Temóteo, o pedido para ceder dois funcionários da sua área para participarem da montagem do “banco de dados” com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Aparecido isenta ministra e Ewrenice e diz ter enviado dossiê por engano
Em: 20 de maio de 2008
O ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires disse hoje em depoimento à CPI dos Cartões Corporativos que enviou “por engano”.
Redação
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