CPqD leva soluções contra fraudes bancárias a congresso de tecnologia

Em: 9 de junho de 2008
Instituições investem mais de US$ 1 bilhão por ano em segurança.
Instituições investem mais de US$ 1 bilhão por ano em segurança.

O total de operações de Internet Banking realizadas por pessoas físicas aumentou nada menos que 786% em seis anos, passando de 359 milhões em 2000 para 2,9 bilhões em 2006, de acordo com dados da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). Mas, apesar de todos os seus comprovados benefícios, essa evolução tecnológica trouxe ao setor financeiro uma dor de cabeça que antes não existia: as fraudes eletrônicas via Internet.
Os pesados investimentos que os bancos aplicam na prevenção desses crimes dão uma idéia geral do tamanho da preocupação com o tema. Ainda segundo a Federação, um montante que gira em torno de R$ 1,2 bilhão é aplicado anualmente em tecnologias para garantir a segurança das transações eletrônicas. Estes temas serão tratados no Ciab (Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras), maior evento do setor financeiro da América Latina, promovido pela Febraban.
Entre outras soluções, serão apresentados no evento produtos que visam resolver a questão das fraudes eletrônicas e otimizar a gestão de segurança da informação. O CPqD, Centro de Pesquisa e Desenvolvi-mento em Telecomu-nicações, por exemplo, vai expor produtos que atendem a demandas específicas, como a Gestão Integrada de Fraudes e Eventos, solução que inclui software, consultoria e tecnologia de redes neurais que permite à instituição analisar operações e determinar eventuais tentativas de fraude. A solução serve a vários canais de transação, mas é usada principalmente para operações com cartões de crédito e débito. “Isso porque essa é a maior preocupação dos clientes dos bancos”, explicou Anderson Gomes, da Diretoria de Mercado Corporativo do CPqD.
Há também a Gestão de Segurança da Informação, um serviço de consultoria que, com uma abordagem metodológica, torna possível avaliar pontos de falha ou melhoria na segurança das operações bancárias para todos os canais de transações, incluindo PCI. “Dessa forma é possível encontrar problemas na segurança e corrigi-los, fazendo um trabalho de prevenção”, disse Gomes.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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