Ataxa dos juros cobrados pelos bancos sobre o cheque especial subiu em maio, apesar do recuo na taxa média para pessoa física. Também houve alta da inadimplência e volume recorde de empréstimos à pessoa física.
Segundo pesquisa mensal de juros do Banco Central, no cheque especial, a taxa passou de 152,7% para 157,1% ao ano entre abril e maio (a maior taxa desde agosto de 2003, quando estava em 163,9%). A maior taxa registrada até hoje no cheque especial foi verificada em julho de 1994 (294% ao ano).
No empréstimo pessoal, caiu de 50,6% para 48,4% ao ano. Os dois movimentos estão ligados ao spread bancário, que é a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes.
Taxa média e inadimplência
As taxas para compra de carros tiveram alta de 29,8% para 30,6% ao ano. A taxa média de juros para o consumidor passou de 47,7% ao ano em abril para 47,4% em maio. No final do ano passado, a taxa chegou a cair para 33,8% ao ano, mas voltou a subir em 2008, atingindo o pico de fevereiro (49%).
A alta dos juros no começo do ano acompanhou a interrupção da queda da taxa básica de juros promovida pelo BC. Também foi influenciada pelas novas regras do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) instituídas neste ano para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
A inadimplência superior a 90 dias para pessoa física subiu 0,2 ponto percentual, para 7,3%, o pior resultado desde fevereiro de 2007. Para as empresas, ficou estável em 1,8%. Na média (PF + PJ), ficou estável em 4,2%.
Redução do spread bancário
Os juros das empresas apresentaram alta no mês de abril, de 26,3% ao ano para 26,9%. Com isso, a taxa geral (pessoa física e jurídica) passou de 37,4% para 37,6% ao ano.
Houve redução também do spread bancário. O spread geral caiu 0,5 ponto percentual no mês de maio (para 24,5 pontos percentuais), mas subiu 2,2 pontos no ano.
Crédito para veículos aumentou pela primeira vez desde janeiro
No primeiro caso, o spread subiu 4,0 pontos percentuais e foi repassado para o consumidor. Já o spread do empréstimo pessoal recuou (3,1 pontos), ganho que foi parcialmente repassado.
O crédito para aquisição de veículos subiu pela primeira vez desde janeiro, apesar da estabilidade do spread. Esse segmento é influenciado, principalmente, pelas operações de leasing, que mais que dobraram nos últimos 12 meses.






