Festejos de São João em Recife contam com investimentos de R$ 3,9 milhões

Em: 26 de junho de 2008
O São João de Recife 2008 se consolidou como o melhor e mais autêntico do Brasil ao promover um encontro entre a tradição e a diversidade.
O São João de Recife 2008 se consolidou como o melhor e mais autêntico do Brasil ao promover um encontro entre a tradição e a diversidade.

O São João de Recife 2008 se consolidou como o melhor e mais autêntico do Brasil ao promover um encontro entre a tradição e a diversidade. Os festejos começaram no dia 7 de junho, com homenagens a três nomes significativos da cultura nordestina, especialmente a junina: Dominguinhos, Zé Bicudo e Trio ­Nordestino. O investimento foi de R$ 3,9 milhões, contando a verba pública e a de nove patrocinadores.
Nos cinco pólos oficiais da cidade (Sítio Trindade, Praça do Arsenal da Marinha, Pátio de São Pedro, Rua Tomazina (Bairro do Recife) e Colônia Z1 de Pescadores, no Pina), nos 12 pólos comunitários apoiados pela prefeitura e ainda nos locais onde aconteceram as eliminatórias do Concurso de Quadrilhas, até o dia 24 de junho, passaram mais de 900 mil pessoas de todas as idades. Nos palcos montados pela prefeitura do Recife, 340 grupos e artistas se apresentaram, fazendo um total de 360 shows. E a festa ainda não acabou, segue até o dia 29 de junho.
Xaxado, xote, baião, coco-de-roda, ciranda, forró, fogueiras, adivinhações, simpatias, comidas típicas, quadrilhas e crenças populares transformaram o clima urbano com um espírito interiorano. Os espaços eram para toda a família, onde se encontra um gostinho de infância traduzida nas tradições. Teve cidade cenográfica no Sítio da Trindade, com direito a igreja, delegacia, coreto e sala de reboco, comida junina, parque de diversão e palhoça.
Preocupada em resgatar e dar continuidade a cultura da sanfona, a prefeitura de Recife contemplou em sua programação sanfoneiros de grande talento como Biu dos 8 baixos, Zé Carlos, Fogoió, Zé dos 8 baixos e Truvinca, que tocaram pela primeira vez no Recife em grandes palcos.
A prefeitura de Recife preocupou-se também com a formação de público na cidade. Por isso, realizou as Jornadas Gonzagueanas e Jacksoneanas que, de 16 a 20 de junho, levou à Livraria Cultura, estudiosos e artistas para discutir a obra de dois ícones da nossa cultura: Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.
Difundir a música junina, foi outra preocupação que pôde ser refletida no curso de Sanfona de 8 Baixos, ministrado por Luizinho Calixto, e no projeto Tem Sanfona na Sala de Aula que levou a escolas públicas e particulares os mestres Camarão, Genaro, Arlindo dos 8 Baixos e Zé Bicudo para aulas sobre o assunto.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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