A Embrapa Meio-Norte quer avançar com as ações do projeto do sistema de integração lavoura-pecuária à Pré-Amazônia Maranhense. A idéia, que nasceu de uma sugestão do próprio governo do Maranhão, já tem diagnóstico e nome: Projeto de Geração, Validação e Transferência de Tecnologias para a Integração Lavoura, Pecuária e Floresta na Pré-Amazônia Maranhense.
Um encontro para o mês de agosto próximo, já está sendo articulado pela unidade e o governo maranhense, com a perspectiva de uma ampla discussão sobre as condições do Estado, à implementação do projeto. Segundo o pesquisador Raimundo Bezerra Neto, um dos articuladores do encontro, serão discutidos temas como o desmatamento, produção de carvão vegetal, degradação de pastagens e o desempenho da pecuária.
Devem participar da reunião técnicos do governo do Maranhão, agropecuaristas, representantes dos bancos do Nordeste, da Amazônia e do Brasil, das siderúrgicas instaladas na região, além de madeireiros. “A partir desse encontro, teremos subsídios para definir todas as ações do projeto”, garante o pesquisador. Esse projeto piloto será uma vitrine para ações inovadoras no sul do Pará e norte do Tocantins, que tem características similares à Pré-Amazônia Maranhense.
A idéia do projeto é recuperar e manter todo o potencial das áreas agrícolas e de pastagens degradadas, aumentando a produção de carne, leite e grãos. Um trabalho será desenvolvimento também para desacelerar o processo de desmatamento da região, através de alternativas à produção de carvão vegetal, contribuindo, assim, à sustentabilidade da exploração agropecuária e ambiental.
Cultivo de eucalipto
No sistema integração lavoura, pecuária e floresta, o eucalipto é cultivado em consórcio com arroz, soja, milho, sorgo, amendoim, mandioca, mamona, girassol, aveia, trigo e cevada, dentre outros, em até três anos. Logo depois, é implantada a pastagem que continua produtiva até o período do corte da floresta. Segundo os pesquisadores, nesse sistema a receita das lavouras e da pecuária cobre os custos da implantação da floresta, premiando os produtores com uma poupança verde.







