Nova sede deve custar R$ 26 mi ao órgão

Em: 2 de julho de 2008
A nova sede terá uma área construída de 22,5 mil metros quadrados e funcionará na rua Danilo Areosa, no Distrito Industrial.
A nova sede terá uma área construída de 22,5 mil metros quadrados e funcionará na rua Danilo Areosa, no Distrito Industrial.

Está orçada em R$ 26 milhões a obra de construção da nova sede da Receita Federal no Amazonas. Uma parceira com o 2º Grupamento de Engenharia do Exército Brasileiro no Amazonas concretizou o projeto que é um pleito antigo dos ­funcionários do órgão federal. O objetivo da mudança, segundo o delegado da receita federal no Amazonas, Airton Claudino, é aumentar a funcionalidade da Receita no Estado, e garantir maior conforto e segurança aos contribuintes. As obras aguardam recursos federais e liberação dos órgãos municipais para serem iniciadas.
A nova sede terá uma área construída de 22,5 mil metros quadrados e funcionará na rua Danilo Areosa, no Distrito Industrial. O terreno utilizado mede 51 mil metros quadrados e possuirá três blocos administrativos, um depósito para mercadorias apreendidas, e um estacionamento com 564 vagas, que solucionará um dos principais problemas atuais do órgão. De acordo com Airton Claudino, a nova estrutura trará melhorias significativas para a Receita Federal.
“Além do estacionamento, que é uma das grandes necessidades ho­je, o prédio irá melhorar nossa estrutura de atendimento, dando mais conforto ao público e um melhor ambiente de trabalho ao nosso funcionário”. O delegado destacou ainda que a sede possuirá um auditório com 326 ­lugares e um moderno CAC (Centro de atendimento ao Contribuinte).
Claudino diz acreditar­ que, pelo tamanho da obra, ela não deve ficar pronta em menos de três anos, ­porém o objetivo da ­Receita Federal é entregar em 2010 a parte destacada para a delegacia e o depósito, que estarão inseridos nos dois primeiros blocos da estrutura.

Início das obras depende de liberação de recursos federais

O início das obras dependerá de recursos do governo federal, por intermédio do Ministério da Fazenda, mas o delegado diz acreditar que não haverá dificuldades em conseguir esse investimento.
“Em um outro momento nós já tivemos esses recursos em mãos, mas a obra não aconteceu porque não tínhamos um projeto pronto. Hoje este projeto está concluído, dependendo apenas da aprovação dos órgãos municipais”, contou. Na última terça-feira, Claudino e representantes do exército entregaram o projeto ao prefeito Serafim Corrêa e a secretária municipal da ­Semdurb (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano), Cristiane Sotto Mayor, que prometeu agilidade no processo de avaliação.
Com a conclusão das obras, a meta da Receita é concentrar todos os serviços em um só lugar, já que hoje parte dos funcionários está lotada em prédios de outros órgãos ou até estabelecimentos comerciais. “Temos funcionários no Iapetec e na Quintino Bocaiúva, e mantemos um CAC no Cecomiz. Além disso, todos os funcionários da alfândega também trabalharão no outro prédio”. Claudino contou que a nova sede abrigará 500 funcionários, inclusive aqueles aprovados em um futuro concurso que a receita pretende realizar.

Situação precária

Para Claudino, a situação atual dos prédios da Receita atrapalha significativamente o trabalho. “Quando chove forte na cidade, nosso CAC no Cecomiz sempre alaga, interrompendo o atendimento. Aqui na delegacia, o fosso do elevador alaga com a cheia dos rios. Hoje mesmo [ontem] tive que subir nove andares de escada porque ele não funcionava”, completou o delegado.

Projeto de engenharia

O 2º Grupamento de Engenharia do Exército destacou sete profissionais­ entre arquitetos e engenheiros civis e elétricos para trabalhar na concepção do projeto, que iniciou em 2005. Além disso, três oficiais do IME (Instituto Militar de Engenharia) também contribuíram com o trabalho. Segundo o Major Sérgio Marcone da Silva, a preocupação principal da equipe era de dotar o novo prédio de uma ­estrutura que ainda não existia, unindo a estética com a funcionalidade.
“Nós trabalhamos muito a questão do clima de Manaus, criando instrumentos que favoreçam a iluminação natural, a ventilação e até as sombras. Nosso projeto é econômico, porém funcional, e possibilitará à receita uma nova realidad

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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