A presidente do Federal Reserve de San Francisco (uma das 12 divisões regionais do FED, o Banco Central americano), Janet Yellen, disse na segunda-feira que a instituição não pode apenas esperar que a inflação desacelere, mas tem de estar preparado para fazer escolhas difíceis conforme o necessário.
Ela disse, em um evento realizado na segunda-feira, na Universidade da Califórnia em San Diego, que o FED está em um momento difícil, diante de uma inflação em alta e de um crescimento fraco.
Leituras preliminares
O PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos registrou um crescimento de 1% no primeiro trimestre deste ano -o dado passou por duas leituras preliminares, na primeira apontando crescimento de 0,6% e na segunda, de 0,9%.
O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês), por sua vez, teve alta de 0,6% em maio, maior variação entre um mês e o mês anterior desde novembro de 2007 (em abril o índice havia registrado alta de 0,2%).
Os preços dos combustíveis (em particular o da gasolina) e os dos alimentos afetaram o resultado.
Alimentos e energia
O núcleo do índice (que exclui os preços de alimentos e energia) teve aumento de 0,2% no mês passado (em abril a alta foi de 0,1%).
Nos últimos 12 meses, no entanto, acumularam alta de 2,3%, acima dos 2% considerados adequados pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano).
Janet Yellen afirmou ainda que os cortes de juros efetuados pelo banco entre setembro do ano passado e abril deste ano fizeram alguma diferença.
Spreads maiores
“Que condições teríamos agora para os tomadores de crédito se o FED não tivesse cortado os juros? Teríamos ‘spreads’ (diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes) muito maiores devido à crise financeira; estaríamos diante de um enorme risco”, disse.
Ela disse que o custo de vida nos EUA provavelmente continuará a subir em 2008, mas no próximo ano a inflação deve ficar mais moderada, à medida em que o mercado de commodities tiver uma desaceleração.
Para o setor imobiliário, ela disse que os gastos em construção e os preços dos imóveis residenciais “devem continuar a cair em 2009”, uma vez que ainda há uma “oferta excessiva” de imóveis no mercado.







