“É muito importante para nós mantermos a estabilidade dos preços”, disse Bernanke, em resposta a uma questão do deputado republicano Ron Paul (que foi pré-candidato à Presidência dos EUA e é um freqüente crítico do FED).
Bernanke disse ainda que a alta dos preços das commodities se deve “a fatores fora do controle do Federal Reserve”. O Departamento do Trabalho informou que os preços ao consumidor nos EUA subiram 1,1% em junho, maior avanço mensal desde setembro de 2005. O indicador foi puxado para cima pelos preços da energia, que subiram 6,6%, depois de uma alta de 4,4% em maio. Já os preços dos alimentos subiram 0,8%, depois de uma alta de 0,3% em maio.
Produção industrial
Os Estados Unidos registraram um crescimento de 0,5% em junho em sua produção industrial, ritmo mais rápido em 11 meses, segundo dados divulgados pelo Federal Reserve.
O ganho na produção, no entanto, se deveu mais ao fim de uma greve no setor automobilístico que a um ganho efetivo de produção. Em julho do ano passado, a produção industrial havia registrado uma expansão de 0,6%. O resultado do mês passado se seguiu a uma queda de 0,2% em maio.
A utilização da capacidade instalada do setor industrial dos EUA ficou em 79,9%, contra 79,6% um mês antes. Segundo analistas, as exportações estão ajudando a manter a atividade das indústrias americanas, diante do cenário de desaceleração da economia -afetada pelas crises imobiliária, hipotecária e de crédito. A expectativa dos analistas era de um avanço de apenas 0,1%. Para a utilização da capacidade instalada a previsão era de um índice de 79,4%.
Preços da energia
O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) nos Estados Unidos teve alta de 1,1% em junho, maior avanço mensal desde junho de 1982. O indicador foi puxado para cima pelos preços da energia, que subiram 6,6%, depois de uma alta de 4,4% em maio. Já os preços dos alimentos subiram 0,8%, depois de uma alta de 0,3% em maio. Os dados foram divulgados pelo Departamento do Trabalho.







