Preço dos cereais vai permanecer alto

Em: 18 de julho de 2008
No Brasil aumentaram as plantações de cereais, enquanto na Argentina as políticas agrárias e as condições meteorológicas levaram à redução do produto.
No Brasil aumentaram as plantações de cereais, enquanto na Argentina as políticas agrárias e as condições meteorológicas levaram à redução do produto.

O preço dos cereais se manterá alto entre 2008 e 2009, apesar de se esperar um aumento na produção desses em nível mundial, advertiu em um relatório a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).
Segundo o organismo, no Brasil aumentaram as plantações de cereais, enquanto na Argentina as políticas agrárias e as condições meteorológicas levaram à redução do produto.
Espera-se que, em 2008, a produção mundial de cereais aumente 2,8%, o que representa uma alta de 2.180 toneladas -embora, segundo a FAO, este crescimento mal supere a demanda prevista.
O maior aumento será registrado na produção de trigo, graças à expansão dos cultivos dedicados a este cereal. Além disso, espera-se que a produção de cereais de grão grosso alcance os níveis recorde da última estação, mas que não se cumpram as expectativas anunciadas, devido às inundações que afetaram as plantações dos Estados Unidos, o maior produtor do artigo. Apesar destes aumentos, a FAO prevê que o preço dos cereais se manterá alto e lembrou como o custo das exportações de milho cresceu nas últimas semanas. Enquanto isso, os preços de cultivos como o trigo ou o arroz, apesar de uma ligeira baixa, continuam sendo comercializados a preços muito superiores aos do ano de 2007.
A FAO destacou que, enquanto se espera que a produção de cereais se recupere em países como o Marrocos e a África do Sul, e que repita os níveis recorde do ano passado em China e Índia, existem outras nações, sobretudo no leste da África, para os quais as previsões não são favoráveis. Além disso, em Estados como o Afeganistão e Tadjiquistão, espera-se um agravamento da situação de insegurança alimentícia.
O diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), Jacques Diouf, disse que é fundamental investir em agricultura no mundo em desenvolvimento.
Ele ressaltou que com US$ 30 bilhões ao ano é possível dobrar a produção agropecuária mundial e reverter a crise de alimentos.
Diouf iniciou uma visita oficial de dois dias ao Paraguai em resposta a um convite do chefe de Estado, Nicanor Duarte, com quem se reuniu.
O diretor da organização alertou também para a necessidade de resolver as disparidades nas condições do comércio internacional.
Destacou que pela pri-meira vez, os chefes de Estado reconheceram na Cúpula sobre Segurança Alimentar Mundial, realizada em junho em Roma.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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