A alta das commodities no mercado internacional parece não ter abalado a confiança das indústrias que atuam no PIM (Pólo Industrial de Manaus) de investirem ainda mais no Amazonas. Prova disso é que os investimentos do setor industrial alcançaram US$ 2.8 bilhões no primeiro quadrimestre em Manaus, com crescimento superior a 13% deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
Outro dado importante é a estimativa apresentada pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para este ano, onde se aponta um crescimento nada modesto de 19,04% no volume de investimentos estrangeiros, os quais podem alcançar mais de US$ 5 bilhões.
A entrada cada vez maior de recursos nas indústrias que atuam no PIM fez o superintendente adjunto de projetos interino, José Lopo Filho, dizer que a economia do país atravessa um momento dos mais favoráveis historicamente, o que se reflete no volume investido nos grandes centros industriais como Manaus. Citando a estimativa do FMI (Fundo Monetário Internacional), o executivo afirmou que o Brasil poderá apresentar o patamar econômico de 4,8% de crescimento, se destacando no cenário global com um percentual acima da média mundial (estimada em 3,7% para este ano), tendência que o Amazonas poderá acompanhar. “Segundo a última pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referente a 2005, o Estado registrou um crescimento de 10,2% em seu PIB, a maior alta entre as 27 unidades da Federação. Lopo Filho acrescentou que grande parcela dos bons resultados das finanças locais se deve, sobretudo, ao pólo industrial, que tem apresentado desempenho surpreendente em todos os indicadores. No entendimento do superintendente, entretanto, com base nos números dos primeiros quatro meses deste ano, é possível antever um volume superior de investimento ao total observado em 2007, sobretudo com relação aos recursos provenientes de moeda estrangeira.
“As expectativas aumentaram ainda mais, porque nas três reuniões do Conselho de Administração ocorridas este ano, os volumes de investimentos (nacionais e estrangeiros) projetados já somam outros US$ 2.8 bilhões, 60% a mais que os volumes de investimentos aprovados nas três primeiras reuniões do CAS ocorridas no exercício anterior”, asseverou.
Para o membro do Conselho do ISE/Bovespa (Índice de Sustentabilidade Empresarial), professor Roberto Gonzalez, com a conquista nacional de dois dos principais graus de investimento, concedidos pelas agências de rating Standards & Poor’s e Fitch, a euforia tomou conta do mercado interno. Segundo o especialista, muitos investidores internacionais só podem atuar em países com grau de investimento e a maioria desses somente em países com grau de investimento reconhecido por pelo menos duas agências de rating, o que representa o diferencial da economia brasileira atualmente. “Ou seja, o Brasil já foi reconhecido como um ‘porto seguro’. E o capital estrangeiro é muito bem-vindo para ficar e desenvolver todas as regiões com potencial e oportunidades para a indústria, como é o caso do Amazonas, apontou.
Arrecadação deve ser maior
No galope da chegada de novos recursos às indústrias, a sensação de bem-estar econômico fez o subsecretário municipal de finanças públicas, Miguel Brandão, projetar um crescimento de 10% na arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) para este ano, o que poderá fazer o Executivo municipal alcançar uma receita líquida de R$ 1,60 bilhão. “A previsão é baseada na média histórica de crescimento de aproximadamente 10% ao ano observada no último triênio. É justamente essa média de crescimento aliada aos investimentos industriais projetados para este ano que nos leva à sensação de que 2008 reserva bons momentos para as finanças públicas”, acrescentou Brandão.
Segundo a Suframa, os indicadores de desempenho do PIM mostram que os investimentos (nacionais e estrangeiros) realizados pelas empresas em 2007 cresceram mais de 20% em relação a 2006. Ainda de acordo com a autarquia, somente com investimentos estrangeiros, esse aumento superou os 35% no ano passado, enquanto no primeiro trimestre deste ano, no comparado a 2007, os investimentos estrangeiros cresceram praticamente 4% ao mês.






