De acordo com o Instituto de Economia Agrícola, ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (IEA/Apta/SAA), os preços dos produtos animais (carnes e leite) aumentaram 7,24% na segunda quadrissemana de julho, puxando assim os preços agrícolas no campo. O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) teve alta de 3,81%.
Já os produtos de origem vegetal subiram um pouco menos, com variação de 2,42%. “Isto configura a continuidade da pressão inflacionária dos preços agropecuários (principalmente os produtos de origem animal), que têm aumentado mais que os indicadores globais da inflação brasileira”, dizem os pesquisadores responsáveis pela análise.
Por produto, as maiores altas foram registradas nos preços do tomate para mesa (37,30%), laranja para indústria (22,70%), soja (13,42%), carne de frango (10,53%), carne bovina (8,85%), milho (7,77%) e leite tipo C (5,86%). A produção de tomate de mesa foi prejudicada pelo clima (baixas temperaturas), o que reduziu sua oferta e elevou a cotação. Já a baixa oferta da laranja para indústria resultou em alta, devido à seca na florada (segundo semestre de 2007), que prejudicou a produção das variedades precoces.
A redução da oferta de animais para abate, por parte dos pecuaristas, forçou os frigoríficos a pagarem mais pelo boi gordo, porém com menor intensidade que nos períodos anteriores. Os frigoríficos adquiriram um volume maior de animais de outros Estados. As demais carnes apresentaram a mesma tendência. Com as altas nos preços das três carnes, o consumidor não tem como exercer pressão baixista (migrar de um produto para outro). As quedas mais significativas nos preços foram verificadas na laranja para mesa (8,41%), batata (7,97%), trigo (6,15%) e amendoim (2,87%). O efeito-safra, associado ao tradicional menor consumo de sucos caseiros nos meses de inverno, contribuiu para a queda nas cotações da laranja.
Preços de produtos animais sobem 3,81% na primeira quadrissemana
Em: 22 de julho de 2008
A redução da oferta de animais para abate, por parte dos pecuaristas, forçou os frigoríficos a pagarem mais pelo boi gordo, porém com menor intensidade que nos períodos anteriores.
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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