Biojóia do Amazonas vira peça histórica

Em: 22 de julho de 2008
A biojóia amazonense vai fazer parte da história da joalheria brasileira. O colar Cunhã-poranga, de criação da artesã Rita Prossi, vai ser retratado no livro “Joalheria Brasileira – do descobrimento ao século 20”.
A biojóia amazonense vai fazer parte da história da joalheria brasileira. O colar Cunhã-poranga, de criação da artesã Rita Prossi, vai ser retratado no livro “Joalheria Brasileira – do descobrimento ao século 20”.

A biojóia amazonense vai fazer parte da história da joalheria brasileira. O colar Cunhã-poranga, de criação da artesã Rita Prossi, vai ser retratado no livro “Joalheria Brasileira – do descobrimento ao século 20”.O lançamento do livro está previsto para o dia 5 de agosto, em São Paulo (SP). Rita Prossi integra o Projeto ‘Desenvolvimento do Artesanato no Amazonas’, do Sebrae/AM, e é uma reconhecida artesã de biojóias em todo o Brasil.
A autora do livro, Mariana Magtaz, disse que a peça foi escolhida quando, em 2004, ela visitava uma exposição no Museu da Embaixada do Brasil em Londres, na Inglaterra. “Era um colar, de nome Cunhã-poranga, feito de jarina –semente amazônica conhecida como marfim vegetal– prata e resíduos de madeira trabalhados em forma de folha, que achei super criativo e de grande representatividade, pois mostra um trabalho feito com materiais orgânicos, como as sementes brasileiras, e preciosos ou semipreciosos. A partir daí, entrei em contato com Rita Prossi para que sua peça fosse incluída no livro”, relatou.
Mariana Magtaz explicou que o livro, é um projeto aprovado junto ao Ministério da Cultura. Segundo ela, o livro possui imagens de peças de 110 joalheiros, entre fabricantes e designers de jóias. “Procuramos por jóias que se diferenciassem seja pela quantidade de prêmios adquiridos ou técnicas e materiais utilizados para a confecção das mesmas. As imagens vão desde a descoberta das minas de ouro até o fim do século 20, quando o designer brasileiro é reconhecido e premiado no mundo inteiro”, complementou.
A artesã Rita Prossi diz que o Sebrae foi importante para que seu trabalho alcançasse o reconhecimento. “O Sebrae sempre esteve comigo de alguma forma, seja em capacitação, em cursos, palestra ou em apoio para abertura de mercados. Isso, sem dúvida foi essencial para que meu trabalho fosse reconhecido nacional e internacionalmente”, disse. A diretora-técnica do Sebrae/AM, Maria José Alves, destaca que “a inclusão do trabalho de uma artesã amazonense no livro Joalheria Brasileira nos enche de orgulho ainda mais por ela ser integrante de um projeto do Sebrae. Rita é exemplo de competência, persistência, profissionalismo e inovação e o ­resultado não poderia ser outro” afirmou.
A artesã relata que iniciou a sua vida profissional há 13 anos, vendendo de porta em porta. “Procurei o Sebrae para fazer cursos de abertura de empresas, orientação empresarial, formação de preço e com isso adquiri conhecimento”, diz. Rita Prossi participou do Programa Brasil Empreendedor do Sebrae/AM em 1999. Em 2004, sua empresa foi incubada pelo Cide (Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial), uma parceria de 15 instituições, entre elas o Sebrae/AM, Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), quando teve participação em diversas feiras e eventos com o apoio do Sebrae.
“Em 2006, fui uma das vencedoras do Top 100, prêmio em que são eleitas as 100 melhores unidades de produção do país, onde são avaliados o design, a qualidade do produto, o sistema de produção, embalagem e comercialização. Atualmente, estou inserida no projeto Comércio Brasil do Sebrae/AM”, explicou.
A artesã é precursora na produção de biojóias que variam de R$ 30 a R$ 2.500. Prossi explicou que o trabalho desenvolvido é uma mistura do industrial com o artesanal, resultado de pesquisas inspiradas pelas lendas da região amazônica. “Promovemos em nossa região a riqueza auto-sustentável da Amazônia com extremo respeito ao meio ambiente, ajudando e auxiliando comunidades e tribos indígenas para que não seja feito nenhuma depredação à natureza. Propomos um design inovador de qualidade que encanta”, disse.
Segundo a gestora do Projeto Artesanato do Sebrae/AM, Claudete Cunha, a conquista da artesã é fruto de muito trabalho, persistência, busca de conhecimento, tecnologia e a parceira com o Sebrae.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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