Justiça nega pedido de habeas corpus para Hugo Chicaroni

Em: 25 de julho de 2008
O pedido de liberdade foi indeferido pela desembargadora Ramza Tartuce, que já havia negado a liminar a Humberto Braz.
O pedido de liberdade foi indeferido pela desembargadora Ramza Tartuce, que já havia negado a liminar a Humberto Braz.

O TRF-3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, em São Paulo, negou na sexta-feira pedido de habeas corpus a Hugo Chicaroni, acusado, junto com Humberto Braz, de tentar subornar um delegado da Polícia Federal para retirar o nome de Daniel Dantas, do Opportunity, e dos familiares do banqueiro das investigações da Operação Satiagraha.
O pedido de liberdade foi indeferido pela desembargadora Ramza Tartuce, que já havia negado a liminar a Humberto Braz. Com isso, os dois continuam sendo os únicos investigados a permanecerem presos, o primeiro na superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, e o assessor do banqueiro em um presídio de Tremembé, no interior do Estado.
Outras 16 pessoas envolvidas no inquérito -entre eles Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas- conseguiram a liberdade, beneficiadas por um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Os advogados de defesa de Chicaroni e Braz requisitaram a extensão da liminar para os seus clientes, mas o pedido foi negado. Mendes justificou a decisão afirmando que a prisão preventiva deles era fundamentada em uma situação distinta da de Dantas.
Com a negativa do STF, os advogados recorreram às instâncias inferiores. Após a decisão contrária a Braz e Chicaroni no TRF, a defesa deve recorrer agora ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e, em caso de novo indeferimento, novamente ao STF.
O advogado de defesa de Chicaroni, Alberto Dias, criticou a decisão do TRF, alegando que o princípio da isonomia foi quebrado.
“Os demais co-réus no processo estão todos soltos. Os outros foram denunciados por seis tipos penais, enquanto o Hugo Chicaroni, que responde por um só, continua preso”, afirmou.
Ele argumenta ainda que seu cliente é réu confesso e, por isso, teria o direito de aguardar julgamento em liberdade. Dias avisou que vai entrar com novo pedido de habeas corpus, agora no Supremo Tribunal de Justiça.
Deflagrada no último dia 8, a operação resultou na prisão de Dantas, do investidor Naji Nahas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e de mais 15 pessoas suspeitas de integrarem uma suposta quadrilha que cometia diversos crimes financeiros.

Redação

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