Os moradores do bairro da Compensa, zona oeste, vão ganhar em breve um Centro Cultural com instalações projetadas para a prática de esportes, dança e teatro, que será construido na rua Santa Luzia, ao lado da Semusp (Secretaria Municipal de Limpeza Pública onde há quase 20 anos funcionou a Usina de Reciclagem de Lixo de Manaus.
O anúncio da criação do Centro Cultural foi feito no último dia 29, quando a Prefeitura de Manaus publicou aviso de licitação no Diário Oficial do Município. A intenção é convocar empresas para uma tomada de preços, permitindo que a obra seja feita com o menor custo possível.
O projeto do Centro Cultural prevê uma cobertura em estrutura de aço com telhas de barro em um total de 566 metros quadrados. Inclui, ainda, um playground, quadra de areia para prática de esportes, jardins, chuveiros e cercas em tela de nylon. A área total é superior a 900 metros quadrados.
A Prefeitura quer iniciar a obra ainda este ano criando uma nova área de convívio social para mais de 80 mil famílias que moram nas proximidades da Semulsp.
A obra atende a reivindicação dos moradores da comunidade, que durante reuniões do programa Orçamento Democrático, realizadas no ano passado, pediram a construção de um Centro Cultural no bairro.
As empresas interessadas no edital de licitação podem ligar para a CML (Comissão Municipal de Licitação) pelos telefones 3215-6376 ou 3215-6374. O edital estará à disposição até 14 de agosto com as propostas sendo abertas dia 21 de agosto, às 9h, na sede da CML.
Peças leiloadas
A antiga Usina de Reciclagem de Lixo de Manaus funcionava ao lado da Semulsp e há pelo menos 20 anos encontra-se paralisada. Ela foi criada para fazer o reaproveitamento de lixo, separando materiais recicláveis como papel, plástico, metal e vidro. O restante do lixo, como restos de alimento (lixo orgânico), era enviado para o Aterro Municipal.
Embora tenha funcionado satisfatoriamente, em pouco tempo a usina começou a incomodar os vizinhos da unidade. “Naquela época, os moradores reclamavam do forte cheiro que saia da usina. A grande quantidade de urubus era outro fator que incomodava os vizinhos”, lembra a subsecretária de Limpeza Pública de Manaus, Suely D’Araújo.
A usina foi desativada e a maioria das peças vendida em leilões organizados pelos ex-prefeitos da cidade.







