Mais de 140 morrem em acidente e feridos estão em estado grave

Em: 20 de agosto de 2008
Morreram ao menos 140 das 173 pessoas que estavam a bordo do avião da Spanair que sofreu um acidente por volta das 15h da quarta-feira (10h em Brasília) no aeroporto de Barajas, em Madri (Espanha).
Morreram ao menos 140 das 173 pessoas que estavam a bordo do avião da Spanair que sofreu um acidente por volta das 15h da quarta-feira (10h em Brasília) no aeroporto de Barajas, em Madri (Espanha).

Morreram ao menos 140 das 173 pessoas que estavam a bordo do avião da Spanair que sofreu um acidente por volta das 15h da quarta-feira (10h em Brasília) no aeroporto de Barajas, em Madri (Espanha).
De acordo com a rádio do governo espanhol, a RNE (Rádio Nacional Espanhola), o número de mortos chega a 146. O jornal espanhol “El Mundo” confirma haver “mais de 140” mortos; e a agência de notícias Associated Press diz que são em torno de 149.
O consenso é maior em relação ao número de feridos. Conforme a agência Reuters e o “El País”, o prefeito de Madri confirmou que 28 pessoas foram socorridas com vida -a maioria em estado grave. De acordo com o “El Mundo”, os feridos somam apenas 27 porque uma menina de 2 anos morreu a caminho do hospital. Entre as pessoas que estavam no avião haviam 164 passageiros e nove tripulantes, segundo a Spanair, o que totaliza 173 ocupantes. Segundo os espanhóis “El País” e “El Mundo”, porém, havia mais duas crianças na aeronave, o que elevaria o número de ocupantes para 175. Os nomes dos passageiros ainda não foram divulgados. Em nota, a Spanair confirmou que o avião realizava o vôo JK-5022, de Madri a Las Palmas, e era modelo MD-82.

Aeronave partiu ao meio

O vôo compartilhava o código LH-255, da companhia Lufthansa. O Itamaraty não sabe se havia brasileiros a bordo. Para atender familiares e amigos de possíveis vítimas, a Spanair abriu um número de telefone: 00 34 800 400 200.
“O avião estava todo partido, todo cheio de corpos”, afirmou ao jornal espanhol “El País” Luis Ferreras, chefe do posto de ambulâncias mais próximo do local. “É a coisa mais parecida com o inferno que eu já vi, os cadáveres estavam ardendo, nos queimamos tentando removê-los”, disse um guarda à reportagem do “El País”. Outra testemunha disse ao “El Mundo” que é “um milagre que haja sobreviventes”.
Não há confirmação sobre as circunstâncias do acidente mas, conforme testemunhas ouvidas pelo “El País”, o motor esquerdo pegou fogo durante o procedimento de decolagem. O piloto, então, teria realizado o pouso emergencial. Testemunhas também disseram que a aeronave ficou partida ao meio.
Há suspeitas de que a aeronave tenha tido falhas antes de decolar, uma vez que sua saída estava marcada, originalmente, para as 13 horas – ou seja, a decolagem ocorria com cerca de duas horas de atraso. Uma grande nuvem de fumaça cobriu o terminal. O fogo foi dado controlado por volta das 17h, ainda conforme a imprensa espanhola.
O acidente aconteceu na pista 36 do Terminal 4, a mais apertada do aeroporto, conhecida como “ilha”, conforme o “El País”.
Os acessos à área foram bloqueados pela Guarda Civil. Equipes de resgate também organizaram corredores para facilitar a retirada de feridos para os hospitais.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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