A interrupção no abastecimento de água em mais de 30 bairros de Manaus hoje, conforme anunciou ontem, a empresa Águas do Amazonas, para a realização de serviços de interligação de adutoras, motivou o deputado Marco Antonio Chico Preto (PMDB) a lembrar a venda da Cosama, que deixou seqüelas irrecuperáveis na cidade de Manaus.
Na opinião do deputado, o mais grave não foi a privatização da Companhia de Saneamento do Amazonas, mas a falta de investimentos em captação e abastecimento de água, o que repercute na vida de 600 mil pessoas que serão afetadas com essa parada no abastecimento.
De posse do edital de licitação feito pelo então governador Amazonino Mendes, o deputado Chico Preto disse que ficou acertado que com os recursos apurados com a venda da Cosama haveria investimentos para estruturação do setor e que o governo deveria apresentar um plano e executá-lo com os recursos da venda num montante superior a R$ 200 milhões.
“A Cosama, na verdade, não foi vendida, mas sim o seu patrimônio dentro de uma nova empresa chamada Manaus Saneamento, avaliado em R$ 480 milhões à época”, disse, ressaltando que dos recursos apurados um centavo sequer foi investido em saneamento básico.
“O dinheiro foi para o caixa único do Estado, sendo utilizado para pagar empreiteiras, bancos, mas nada no setor de água”, completou indignado o parlamentar.
Água vai ser tormento para 600 mil pessoas
Em: 28 de agosto de 2008
A interrupção no abastecimento de água em mais de 30 bairros de Manaus hoje, conforme anunciou ontem, a empresa Águas do Amazonas, para a realização de serviços de interligação de adutoras
Redação
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