Valor de mercado de empresas de capital aberto fica abaixo de US$ 1 trilhão

Em: 10 de setembro de 2008
A seqüência de estragos na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) rebaixou o valor de mercado das empresas de capital para US$ 972 bilhões, abaixo da marca histórica de US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 1,7 trilhão)
A seqüência de estragos na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) rebaixou o valor de mercado das empresas de capital para US$ 972 bilhões, abaixo da marca histórica de US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 1,7 trilhão)

A seqüência de estragos na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) rebaixou o valor de mercado das empresas de capital para US$ 972 bilhões, abaixo da marca histórica de US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 1,7 trilhão), apontou levantamento da consultoria Economática, divulgado na terça-feira.
O valor de mercado de uma empresa corresponde ao total das ações emitidas para negociação, a preços correntes.
No mês de agosto do ano passado, o valor das empresas listadas em Bolsa atingiu US$ 943 Bilhões. Esse valor de mercado ascendeu até o pico de US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 2,3 trilhões), no final de maio deste ano, quando a Bolsa atingiu o valor recorde dos 73 mil pontos (medidos pelo índice Ibovespa).
Nos três meses seguintes, o mercado acionário brasileiro amargou perdas sucessivas, devido ao crescente pessimismo dos investidores com a economia global. Pelos cálculos da Economática, houve uma destruição de valor da ordem de US$ 432 bilhões (cerca de R$ 732 bilhões) nesse período. Somente as ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce, os principais papéis da Bolsa, tiveram uma destruição de valor da ordem de US$ 184 bilhões entre maio e setembro (até ontem), sendo US$ 117 bilhões por conta da estatal petrolífera.
A Bovespa acumula perdas de 20,6% neste ano. Boa parte dessa queda ocorreu nos meses de junho, julho e agosto, quando os investidores perderam gradativamente suas expectativas sobre a recuperação da economia americana. Esse pessimismo começou a contaminar a percepção sobre as economias européia e asiática, principalmente nos últimos meses, o que somente piorou o cenário para o mercado de ações brasileiro.
Analistas ressaltam que o “tombo” da Bovespa pode estar explicitado na fuga dos investidores estrangeiros. Em julho, esses investidores tiraram R$ 7,41 bilhões (a diferença entre vendas e compras de ações); no mês seguinte, foram outros R$ 7,62 bilhões, e em agosto, outros R$ 2,25 bilhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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