Tambaqui, matrinxã, pirarucu e surubim são as espécies com maior potencial para negócios na região amazônica. A constatação ficou clara durante o 2º Enaq (Encontro de Negócios da Aqüicultura da Amazônia), encerrado no último domingo, 14, no Studio 5 Festival Mall. A atividade aconteceu paralelamente à 4a Fiam (Feira Internacional da Amazônia).
É nessas espécies de peixe que a aqüicultura deve se focar. Para isso, o Enaq definiu alguns pontos a seguir para a Amazônia ser a maior produtora de peixe proveniente da piscicultura. Entre as medidas estão: o fortalecimento dos órgãos de fomento e assistência técnica, a estruturação dos órgãos ambientais e a definição de incentivos, subsídios e subvenção a insumos (ração) para a atividade. “Nossa intenção é ter uma legislação de meio ambiente padrão para a região amazônica. No Enaq pudemos perceber que o tema é um problema comum nessa área”, disse o presidente da Abraq (Associação Brasileira de Aqüicultura), Geraldo Bernardino.
Outra medida necessária, segundo Bernardino é o investimento em infra-estrutura, transporte, energia elétrica, máquinas e equipamentos e estrutura de armazenamento e processamento de pescado. “Não basta produzir, se não tivermos como agregar valor à essa matéria-prima e garantir renda justa ao trabalhador”, afirmou o secretário de Produção Rural do Amazonas, deputado Eron Bezerra, que anunciou a construção e recuperação de frigoríficos, fábricas de gelo e transporte para escoar a produção no Estado.
Apoio reforçado
O 2º Enaq foi aberto na última sexta-feira pelo ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República, Altemir Gregolin. Mais de cem participantes compareceram ao início do evento, que tinha como objetivo congregar discussões em torno da aqüicultura (cultivo de organismos aquáticos) praticada na Amazônia e visualizar novas formas de fortalecer e promover a atividade na região.
Gregolin reforçou o apoio às ações desenvolvidas pelo governo estadual em prol da cadeia produtiva do pescado e reafirmou o compromisso de fazer com que os esforços do governo federal continuem sendo dirigidos ao Amazonas. “Nosso objetivo é aumentar o consumo anual de peixe de 7 quilos para 9 quilos por brasileiro. No Amazonas, onde já se consome mais que o dobro dessa quantidade, nós queremos ampliar ainda mais esses números. O amazonense sabe que a melhor alternativa para a obtenção de proteína animal, é o pescado”, concluiu.
Para o titular da Sepror, deputado Eron Bezerra, as atividades da piscicultura e pesca representam prioridades em sua administração, uma vez que são essenciais no projeto de tornar o Amazonas auto-sustentável na produção de alimentos. “Enquanto eu estiver à frente do setor primário, a produção de pescado, seja extrativa, seja cultivada, será sempre um carro-chefe”, afirmou. “Apenas em uma de nossas ações, que será a construção da indústria de salga de pirarucu em Fonte Boa, para a produção do “bacalhau da Amazônia”, vamos investir um valor maior do que o orçamento anual daquele município. Isso, fora tantos outros programas que temos para o setor. Isso é valorizar a cadeia produtiva do pescado. É valorizar o pescador e o piscicultor”, reforçou o secretário.
Participaram do encontro, representantes de todos os Estados da região norte, além de Mato Grosso e Maranhão e ainda delegações internacionais do Uruguai, Bolívia, Peru, Venezuela e Colômbia. O terceiro Enaq acontecerá em 2009, durante a realização da V Fiam. A data também foi definida no último final de semana.







