Gasto de turistas brasileiros no exterior sobe US$ 2.8 bi até agosto e bate recorde

Em: 23 de setembro de 2008
Os gastos de turistas brasileiros no exterior somaram US$ 1.02 bilhão em agosto e US$ 7.86 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, novo recorde histórico, segundo informou ontem o Banco Central
Os gastos de turistas brasileiros no exterior somaram US$ 1.02 bilhão em agosto e US$ 7.86 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, novo recorde histórico, segundo informou ontem o Banco Central

Os gastos de turistas brasileiros no exterior somaram US$ 1.02 bilhão em agosto e US$ 7.86 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, novo recorde histórico, segundo informou ontem o Banco Central. De janeiro a agosto do ano passado, as despesas de turistas brasileiros no exterior somaram US$ 4.99 bilhões. Deste modo, houve um aumento de US$ 2.8 bilhões nos gastos até agosto deste ano, ou 57,5%.
Já os turistas estrangeiros gastaram, por sua vez, US$ 3.86 bilhões no Brasil de janeiro a agosto deste ano, com aumento de 18,4% frente ao registrado em igual período de 2007 (US$ 3.26 bilhões). Com isso, a conta de turismo apresentou um déficit (gasto de brasileiros no exterior menos despesas de estrangeiros no Brasil) de US$ 3.99 bilhões nos oito primeiros meses de 2008.
Para todo este ano, a projeção do Banco Central é de um déficit de US$ 6.2 bilhões na conta de turismo e, para 2009, a estimativa é de um resultado negativo de US$ 6 bilhões, informou o BC.
“Se não fosse a crise externa, que gerou a subida recente do dólar, o déficit da conta de turismo seria maior em 2009, algo como US$ 6.5 bilhões [com maiores gastos de turistas brasileiros no exterior]”, explicou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Segundo ele, deve haver, com a subida do dólar e a crise internacional, alguma “desaceleração” nas viagens ao exterior, e com isso nos gastos de brasileiros lá fora.
“A tendência é de desacelerar um pouco [os gastos de turistas brasileiros no exterior] por causa do câmbio apreciado”, disse Lopes, notando, porém, que a renda do brasileiro segue em alta, o que deverá impedir uma queda mais pronunciada. “Há um efeito de renda importante”, concluiu ele.

Redação

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