As marcas das chuvas em grande intensidade atingiram uma das tradicionais e maiores feiras da capital, a Feira da Manaus Moderna, com isso, a Prefeitura de Manaus, por meio da Semmac (Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal) vai transferir cerca de 267 permissionários que atuam nas venda de carnes e peixes, serão remanejados dos boxes e serão transferidos para uma balsa provisória.
Toda a extensão da rua Barão de São Domingos, que compreende a área ao lado da feira da Manaus Moderna, está inundada, bem como as ruas em torno da região. Construção de marombas foram providenciadas pela Prefeitura para a travessia dos feirantes e dos pedestres.
A ameaça de uma nova cheia no Amazonas não é descartada, o que tem deixado as autoridades em alerta. De acordo com o Porto de Manaus, a elevação do nível dos rios está marcando 29,47 metros no último domingo e subiu 4 centímetros. A cota histórica chega a 29,97m em 2012. Na parte interna da feira, funcionários da Prefeitura estão utilizando sacas de areia na tentativa de minimizar os impactos.
Conforme o titular da Semmac, Renato Júnior, o prazo estipulado pela Prefeitura para a realocação desses feirantes está previsto para acontecer em dez dias. “Nós iremos transferir o setor de peixe e carne para uma balsa ao lado da feira. Antes os feirantes eram colocados no entreposto da rua, onde ocasionava o acúmulo de sujeira. Pensando na higienização, vamos realocá-los para a balsa, onde teremos como controlar este item”. Segundo o titular, a área total será coberta e os permissionários devem trabalhar em boxes de contêineres.

Foto: Altemar Alcântara / Semcom
Segundo o presidente da Comissão Gestora da Feira Manaus Moderna e do Sindicato dos Feirantes de Manaus, Davi Lima, a área da feira que comercializa peixe e carne são as mais afetadas porque são mais baixas, o que levou a Prefeitura a fazer algumas intervenções. “Tivemos uma resposta bem rápida. A Semmac já está realizando a montagem de marombas no setor de peixes para que os feirantes permaneçam trabalhando durante sete a dez dias até que a feira seja improvisada com a estrutura toda montada numa balsa com uma área de 17 metros de largura por 70 de comprimento”.
Segundo Lima, se trata de uma balsa que está ancorada em frente a feira da Manaus Moderna. “Nós apostamos que esse projeto será um sucesso e acredito que não teremos nenhum prejuízo em relação a enchente deste ano que provavelmente seja a maior, ultrapassando a do ano de 2012”.
Preços elevados
Com o ritmo acelerado das subidas das águas, o representante da classe não descarta a possibilidade de escassez de alguns produtos oriundos da região e os custos mais elevados. “A várzea está toda inundada e os itens regionais como macaxeira, pepino, cheiro verde, feijão de metro, mamão, maracujá devem ter alta significativa dos preços e prejuízos para os agirultores”.
A preocupação ronda também os feirantes que trabalham na feira da Banana, segundo o presidente da feira, Moacir Cintrão, a categoria está em alerta e apesar do nível das águas ainda não ter chegado na feira, ele acredita que em pouco mais de 10 dias a área deve ser impactada. “As águas estão avançando numa rapidez que a gente percebe uma grande diferença em relação aos outros anos. É uma subida acima da normalidade. Em dez dias alcançará a cota máxima e certamente seremos atingidos também.
O presidente teme que os efeitos culminam no desabatemdento da cidade já que tanto a feira Manaus Moderna, quanto a feira da Banana, são consideradas entrepostos de escoamento da produção rural de Manaus, sendo responsáveis pelo abastecimento dos pequenos e médios mercados, além de terem uma função social concentrando 15 mil trabalhadores diretos e indiretos entre empresários, permissionários e produtores rurais.
“Estamos atentos e monitorando o comportamento das águas. Deus o livre se não tivermos condições de trabalhar. 90% dos produtos que abastecem a cidade passam por nós. É o feirante que traz para Manaus. A dificuldade maior é as áreas em torno alagadas que dificultam o acesso ao espaço da feira, mas enquanto isso, a Prefeitura tem como abrir novas vias e abrir o trânsito. Já apresentamos também a nossa demanda”. Ele também diz que alguns produtos terão aumento exorbitantes nos custos O que deve trazer grandes efeitos à economia.
Semana passada o Jornal do Commercio registrou os reflexos da subida das águas em algumas ruas do Centro da capital nas proximidades da Manaus Moderna. O que tem gerado prejuízos para o comércio das redondezas. Os primeiros efeitos, é a queda no movimento 30% menor. Além do impacto no fluxo dos clientes, comerciantes da área destacam que a carga e descarga de mercadorias foram afetadas.
Foto/Destaque: Divulgação







