Finados alavanca crescimento de até 30%

Em: 29 de outubro de 2008
Com a proximidade do Dia de Finados, indústrias de velas de Manaus apostam em um crescimento de até 30% nas vendas do último trimestre, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Com a proximidade do Dia de Finados, indústrias de velas de Manaus apostam em um crescimento de até 30% nas vendas do último trimestre, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Com a proximidade do Dia de Finados, indústrias de velas de Manaus apostam em um crescimento de até 30% nas vendas do último trimestre, em comparação ao mesmo período do ano passado. Empresários do setor estimam que cada indústria comer­cialize em torno de 100 mil caixas de velas, o que equivale a 500 toneladas de parafina.
De acordo com a proprietária da fábrica Velas D’Luz, Valdereza Eugênio, a demanda de velas nesse período pode render um bom desempenho. “Nossa expectativa é de que possamos obter um incremento de 30% nas vendas em relação ao ano passado”, declarou.
Já o proprietário da indústria Rubi da Amazônia, Eraldo Guedes, espera superar a meta alcançada em 2007, quando a empresa registrou um acréscimo de 4% nas vendas, no período de outubro a dezembro. “Este ano, o objetivo é que a demanda aumente em 11%, não somente por conta do Dia de Finados, mas também em função dos constantes apagões que estão acontecendo na cidade”, afirmou.

Mais emprego

A procura por velas durante o quarto trimestre levou as empresas a adotar um turno extra e contratar temporários, como forma de reforçar a produção para o período. Segundo dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados da Delegacia Regional do Trabalho), as indústrias de velas amazonenses puseram no mercado de trabalho 3.933 pessoas ­entre janeiro e setembro deste ano, das quais 203 foram contratadas durante meados do terceiro trimestre, especificamente para atender a demanda.

Fábricas aumentam produção no período

Para a proprietária da D’Luz, o momento geralmente pede uma duplicação na produção, o que leva muitas empresas a optarem pela contratação temporária. “Para o Dia de Finados duplicamos a produção criando mais um turno. Estamos funcionando até às 10h da noite”, assegurou a Valdereza.
A capacidade de produção da Rubi da Amazônia está em torno de 2.200 a 2.500 caixas por dia. “Nós modernizamos o processo produtivo e não precisamos mais trabalhar o dia inteiro. Já nos consolidamos no mercado tanto em volume quanto em produção e venda”, revelou Guedes ao contar que a fábrica possui 35 funcionários diretos, dez indiretos e mais 15 temporários, além de dois caminhões para ajudar na entrega.
As velas costumam ser produzidas com parafina derretida a 60 graus e colocada nas fôrmas que recebem um sistema de resfriamento de água. O processo de cada máquina, tanto para velas comuns quanto para velas de sete dias, fica pronto entre oito e dez minutos, com a produção de mais de 600 unidades de velas.

Carteira de clientes

Tanto a Velas D’Luz quanto a Rubi da Amazônia atendem aos comércios varejista e atacadista da região Norte e em suas carteiras de clientes estão todos os municípios do interior do Amazonas, Boa Vista (RR), parte do Estado do Pará e do Acre.

Proprietários reclamam do fornecimento

Aidan de acordo com o proprietário da fábrica Rubi da Amazônia, Eraldo Guedes, a baixa produção de parafina da Petrobras, única fornecedora do material no Brasil, tem sido um problema para o segmento. “Estamos convivendo com a falta de parafina desde fevereiro, além de o valor ter aumentado mais de 60%. A Petrobras e outros distribuidores já importaram parafina da China para atender a demanda”, garantiu o empresário ao afirmar que a autarquia opera com apenas 50% de sua capacidade de produção.
A retração na fabricação da matéria-prima interfere diretamente no desempenho das fábricas. “Além do sufoco que passamos com os barcos que fazem a entrega do material, enfrentamos ainda a dificuldade com a cotação. Até o dia 1º de novembro o valor da parafina pode aumentar em até 18% ou mais e as indústrias podem não agüentar o problema ”, reforçou Valdereza Eugênio, da D’Luz.
As indústrias de velas de Manaus utilizam parafina fabricada nos pólos petroquímicos de Camaçari e na bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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