Mesmo com o agravamento do cenário internacional, a AmBev pretende manter os investimentos programados para o mercado interno, programados em R$ 5 bilhões entre 2007 e 2011, equivalentes a cerca de R$ 1 bilhão por ano. Segundo o diretor geral da AmBev para a América Latina, Luiz Fernando Edmond, a empresa poderá ajustar a velocidade do andamento dos planos, mas ele destacou que ainda é cedo para avaliar se haverá redução de consumo de bebidas no Brasil.
O executivo espera que uma parte do consumo de bens duráveis seja transferida para os bens não duráveis devido à restrição ao crédito, mas ele não sabe qual será a magnitude deste impacto sobre a indústria de bebidas. “Durante muito tempo o consumo de alimentos e bebidas concorreu com celulares, carros e outros duráveis”, disse, antes de promover uma palestra a jovens executivos do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças.
De acordo com Edmond, a AmBev não teria problemas para financiar seus projetos de expansão porque conta com um caixa robusto e com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Ele disse que dinheiro também não deve ser um problema para a conclusão da compra da americana Anheuser-Busch pela InBev, controladora da AmBev, porque a empresa poderá obter um empréstimo-ponte sem maiores problemas.
Recentemente, a InBev desistiu de levantar US$ 9.8 bilhões por meio de uma oferta de ações para equacionar o pagamento da compra da cervejaria americana (US$ 52 bilhões), devido à volatilidade do mercado. “A InBev já tinha considerado a hipótese de obter um empréstimo e tinha garantido o financiamento mesmo com um cenário que já estava complicado”, disse.
O executivo, que assumirá o cargo de presidente da Anheuser-Busch na América do Norte, disse que deve se mudar no final do ano. “Irei assim que arrumar um lugar para morar”, afirmou. Segundo ele, a transição na Anheuser-Busch não deve ser difícil porque os funcionários norte-americanos são pragmáticos e menos conservadores que os europeus. “Na primeira reunião que tivemos lá estavam todos de calça jeans”, disse.
Companhia AmBev mantém planos, mas adota cautela em meio à crise
Em: 3 de novembro de 2008
Mesmo com o agravamento do cenário internacional, a AmBev pretende manter os investimentos programados para o mercado interno, programados em R$ 5 bilhões entre 2007 e 2011, equivalentes a cerca de R$ 1 bilhão por ano
Redação
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