Aliança PT-PMDB é boa para o governo

Em: 3 de novembro de 2008
A ministra Dilma Rousseff ressaltou que o governo não vai interferir na disputa que os dois partidos travam para definir as candidaturas à presidência da Câmara e do Senado
A ministra Dilma Rousseff ressaltou que o governo não vai interferir na disputa que os dois partidos travam para definir as candidaturas à presidência da Câmara e do Senado

A ministra Dilma Rousseff ressaltou que o governo não vai interferir na disputa que os dois partidos travam para definir as candidaturas à presidência da Câmara e do Senado.
“Acredito que para o governo é muito importante que esta aliança PT-PMDB se mantenha. Acredito também que a democracia é feita de acordos, de concessões. Esse processo deve estar em curso e vai haver negociações e essas negociações, antes que elas se concluam, é muito precipitado se manifestar sobre elas”, afirmou Dilma durante entrevista ao programa “Bom Dia Ministro”, da Rádio Nacional. Fortalecido nas eleições municipais, o PMDB reivindica a presidência da Câmara e do Senado. O PT lançou o senador Tião Viana (AC) para presidência do Senado com a esperança do apoio do PMDB.
A disputa pode ameaçar o acordo feito entre os dois partidos em 2006, quando o PMDB apoiou o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara dos Deputados em troca do apoio dos petistas a um candidato peemedebista em 2009.
Para a ministra, os acordos devem ser cumpridos. “Eu acredito que é muito importante que se honre acordos”, afirmou Dilma Rousseff.
“Para o governo, como Poder Executivo, não nos cabe interferir nas eleições dentro da Câmara ou do Senado, uma vez que é um Poder diferente. É um Poder independente, autônomo e isto é uma questão constitucional. É muito difícil você querer que o governo tenha um posicionamento. O governo não tem esse posicionamento”, afirmou a ministra Dilma. Apesar da declaração da ministra, foi apurado que o presidente já entrou em campo em favor da candidatura de Tião Viana para o Senado. Em conversas com aliados, Lula tem defendido o nome do petista para presidir a Casa Legislativa, embora tenha ouvido de senadores do PMDB a disposição do partido em lançar candidatura própria.
Lula decidiu intervir para acalmar os petistas no Senado, irritados com a insistência do PMDB em lançar candidato próprio. Lula admitiu a aliados, porém, que o lançamento de um nome peemedebista com trânsito na oposição poderá prejudicar a candidatura petista, além de rachar a base aliada.

Chinaglia pede aternância

Chinaglia recolocou o PT na linha de ataque ao dizer que o acordo que o levou à presidência da Casa envolve o revezamento no Senado e o “diálogo partidário”. As declarações do petista abrem espaço para o entendimento de que o compromisso de seu partido de apoiar Michel Temer (PMDB-SP) permite condicionar o apoio dos peemedebistas à candidatura do senador Tião Viana (PT-AC).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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