Ceramistas pedem apoio na ALE e explicam a paralisação

Em: 19 de novembro de 2008
O ato é uma resposta à Operação Fogo Limpo, desencadeada no último dia 12 no município de Iranduba pela Polícia Federal e o Ibama, visando coibir a extração e utilização ilegal de madeiras pelas olarias para queima nos fornos
O ato é uma resposta à Operação Fogo Limpo, desencadeada no último dia 12 no município de Iranduba pela Polícia Federal e o Ibama, visando coibir a extração e utilização ilegal de madeiras pelas olarias para queima nos fornos

Para evitar que o setor da construção civil local sofra um colapso com a suspensão da produção de produtos cerâmicos – tijolos, telhas e blocos – pelas olarias (ceramistas) instaladas em Iranduba, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Belarmino Lins (PMDB), designou o líder do governo, deputado Sinésio Campos (PT), para acompanhar os dirigentes do Sindicato das Indústrias de Olaria do Estado do Amazonas e associados na audiência com a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Nádia Albuquerque, para tratar da paralisação de 25 empresas que suspenderam suas atividades por tempo indeterminado. O ato é uma resposta à Operação Fogo Limpo, desencadeada no último dia 12 no município de Iranduba pela Polícia Federal e o Ibama, visando coibir a extração e utilização ilegal de madeiras pelas olarias para queima nos fornos.
Um grupo de oleiros, incluindo o presidente do sindicato, Frank Lopes Pereira, esteve em Plenário, pedindo o apoio dos deputados. Eles apresentaram uma nota de esclarecimento sobre o motivo da paralisação e pediram desculpas à sociedade, clientes e fornecedores pelo problema que a paralisação possa causar à economia do Estado, considerando a cadeia de geração de emprego e renda que envolve a atividade e a possível falta de produtos (tijolos, telhas e blocos) para a construção civil. Frank Lopes Pereira informou que o setor participa, atualmente, de projetos de coleta seletiva de resíduos de madeira (caixas, paletes, pó de serra e outros), que são gerados em empresas renomadas em nível mundial e em empresas de menor porte, em Manaus, apesar de serem insuficientes para utilizar como combustível dos fornos.
Os ceramistas disseram que estão prontos para discutir com o governo e a sociedade civil a busca de soluções imediatas e definitivas para o problema. O pólo possui 30 ceramistas trabalhando nos municípios de Iranduba e Manacapuru, gerando em torno de 1.500 empregos diretos e integrando a cadeia da construção civil a qual fornece mais de 80% da matéria-prima utilizada.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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